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Hillary violou normas ao usar e-mail pessoal quando era secretária de Estado, diz relatório

O documento afirma que Hillary não tinha aprovação legal para usar um servidor de e-mail privado por causa dos "riscos de segurança" que isso acarretaria

Por Da Redação 25 Maio 2016, 17h16

Um documento elaborado por um órgão regulatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos e divulgado nesta quarta-feira criticou a pré-candidata democrata Hillary Clinton por violar as normas de comunicação do órgão ao enviar mensagens por meio de seu e-mail pessoal enquanto exercia a função de secretária de Estado, entre 2009 e 2013. O relatório concluiu que Hillary não tinha aprovação legal para usar um servidor de e-mail privado e que o departamento não teria dado a autorização por causa dos “riscos de segurança” que isso acarretaria.

Segundo o inspetor geral do Departamento de Estado dos EUA, os problemas eram “sistêmicos” e “se estenderam além do mandato”. A investigação avaliou as práticas de comunicações e de arquivamento de documentos desde Madeleine Albraight (1997-2001), mas é especialmente crítica a Hillary pelo fato da ex-primeira-dama não ter guardado cópias e registros para o governo federal, que por lei detém essas comunicações oficiais.

“A secretária Clinton deveria ter entregue todos seus e-mails relacionados com assuntos do Departamento de Estado antes de deixar de servir ao governo. Ao não tê-lo feito, não cumpriu com as normas”, resumiu o relatório, divulgado pelo site Politico e pelo jornal The Washington Post. O inspetor geral do órgão disse ao jornal americano que a prática de Hillary de usar email privado para assuntos públicos não foi “um método apropriado” de preservação de documentos.

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A pré-candidata democrata à presidência dos EUA afirmou que o uso do servidor privado durante o período em que exerceu o cargo de secretária de Estado ocorreu porque era mais prático e simples utilizá-lo do que o endereço oficial do órgão. Hillary reiterou que não queria fugir do controle federal de suas comunicações e que enviou 30.000 cópias de seus e-mails ao Departamento de Estado.

Segundo o relatório, até 2.000 mensagens no servidor privado de Hillary estavam marcadas como sigilosas, o que eleva as dúvidas se essas informações ficaram vulneráveis a ataques de hackers.

O documento do Departamento de Estado americano afirma ainda que Hillary e seus assessores mais imediatos não colaboraram com a investigação sobre o caso.O uso dos e-mails pela ex-secretária de Estado também está sendo investigado pelo FBI, que pode chamá-la a depor sobre o caso.

O relatório interno do Departamento de Estado conhecido hoje será enviado ao Congresso para determinar que ações serão necessárias para apurar as responsabilidades e evitar que as práticas se repitam.

(Com EFE)

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