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Hillary é chamada de ‘Monica’ por manifestantes egípcios

Manifestação pode ter ligação com a suspeita existente no Egito de que os Estados Unidos ajudaram a Irmandade Muçulmana a vencer as eleições, após a queda do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011

Por Da Redação - 15 jul 2012, 21h43

Um grupo de manifestantes em Alexandria, no Egito, atirou objetos contra a comitiva da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que chamaram de “Monica”, neste domingo. Aos gritos, os manifestantes lembraram o escândalo sexual envolvendo a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky e o ex-presidente americano Bill Clinton, marido de Hillary, no final dos anos 1990.

Os manifestantes lançaram tomates, sapatos e garrafas d’água quando a comitiva de Hillary, sob proteção policial, chegou ao consulado americano, que a secretária de Estado visitou por ocasião de sua reabertura. Segundo um funcionário americano, o carro de Hillary não foi atingido pelos objetos. Um responsável pela segurança contou que os manifestantes gritavam “Monica, Monica!” e “Fora Clinton!”.

A manifestação pode ter ligação com a suspeita existente no Egito de que os Estados Unidos ajudaram a Irmandade Muçulmana a vencer as eleições, após a queda do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

“Quero ser clara sobre o fato de que os Estados Unidos não estão envolvidos no Egito com a designação de vencedores ou perdedores, mesmo se pudéssemos fazê-lo, algo que, obviamente, não está ao nosso alcance”, afirmou Hillary, em um discurso no consulado.

A repartição americana havia sido fechada em 1993 por motivos orçamentários, mas foi reaberta para acompanhar a economia egípcia neste importante porto do Mediterrâneo.

(Com agência France-Presse)

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