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Hillary Clinton abre seu servidor de e-mails ao FBI

A polícia federal americana conduz uma investigação sobre a segurança do servidor e não sobre o conteúdo dos e-mails, que já foram entregues ao Departamento de Estado

O advogado da ex-secretária de Estado Hillary Clinton permitiu ao FBI (a polícia federal americana) o acesso ao servidor privado onde estão arquivados os e-mails da agora pré-candidata à Casa Branca, noticia nesta quarta-feira o jornal The Washington Post. Quando era secretária de Estado, entre 2009 e 2013, Hillary fez uso de um servidor privado para se comunicar, quando a então chefe da diplomacia americana deveria utilizar apenas o servidor oficial para os assuntos do governo.

O FBI começou recentemente a investigar o caso e já ouviu o advogado de Hillary e uma empresa que trabalhou nos servidores da ex-secretária de Estado. Segundo o jornal, o foco da investigação é a segurança dos processos e do servidor e não o conteúdo dos e-mails – que já foram todos repassados ao Departamento de Estado. Além do acesso ao servidor, o advogado David Kendall “deu aos agentes um dispositivo USB que contém as cópias dos milhares de e-mails que Hillary já enviou ao Departamento de Estado”, disse Nick Merrill, porta-voz da pré-candidata. Segundo Merrill, Hillary “coopera plenamente com a investigação”.

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O caso dos e-mails começou pouco antes de a ex-primeira-dama apresentar a candidatura às primárias democratas. Após a revelação de que tinha usado sua conta privada de e-mail para assuntos de interesse nacional, Hillary entregou mais de 55.000 páginas de conversa para serem revisadas e divulgadas pelo Departamento de Estado. O Congresso dos EUA, pressionado pelas reivindicações dos republicanos, também abriu uma investigação sobre o caso.

O Departamento de Estado informou que apenas dois dos e-mails divulgados por Hillary, que sempre alegou que eles não continham informação confidencial, deveriam ser classificados como “ultra secretos”. A favorita nas primárias democratas para as eleições de 2016 concordou em participar de uma audiência na Câmara dos Deputados, marcada para o dia 22 de outubro, para falar sobre o uso do servidor privado de e-mail e sua gestão durante o ataque ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, em 2012. Por enquanto, Hillary não é alvo nenhum processo, mas caso ela mantivesse os e-mails em seu servidor, a pré-candidata poderia ser processada por apropriação de dados do governo e restrição do acesso a informações públicas.

(Da redação)