Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Helicópteros de ataque russos para a Síria são desviados

Grã-Bretanha interrompeu trajeto e mandou de volta navio que os transportava

Por Da Redação - 19 jun 2012, 12h31

A Grã-Bretanha disse nesta terça-feira que parou um navio de carga que levaria helicópteros de ataque fabricados pelos russos em direção à Síria. A embarcação, um MV Alaed, teve seu seguro retirado pelo Standard Club de Londres quando se encontrava a 80,4 quilômetros da costa norte da Escócia. Segundo o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, o navio agora volta para a Rússia.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Leia mais no Tema ‘Guerra Civil na Síria’

Na semana passada, os Estados Unidos se mostraram preocupados com a informação de que a Rússia teria enviado helicópteros de ataque à Síria. A secretária de Estado Hillary Clinton chegou a acusar Moscou de mentir sobre esse apoio bélico. “Não resta dúvida de que o ataque segue o uso da artilharia pesada. Pedimos aos russos que detenham seus constantes envios de armas à Síria”, assinalou.

Publicidade

Um dia depois, um chanceler russo, Serguei Lavrov, acusou Washington de armar os rebeldes sírios. “Os EUA abastecem a oposição com armas que são usadas contra o governo”, afirmou o chanceler, alegando ainda que a venda de armamentos para a Síria não viola nenhuma lei internacional, já que são “equipamentos para defesa”. Até então, a Rússia denunciava as “potências estrangeiras”, sem identificá-las.

Mortes – Nesta terça-feira, um soldado morreu na região de Homs, centro da Síria, onde eram travados combates nos bairros cercados pelas forças de segurança do regime, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A ONG anunciou ainda a descoberta de seis corpos em decomposição no bairro de Deir Balaa.

Em Aleppo, segunda maior cidade da Síria, um manifestante morreu em um ataque das forças de segurança. Na região de Idleb, perto da fronteira com a Turquia, violentos combates eram registrados entre as tropas do Exército e rebeldes. Em Homs, os combates aconteciam no bairro de Baba Amr. Um oleoduto que atravessa a região foi alvo de uma explosão.

O Exército Sírio Livre (ESL), formado por soldados desertores, convocou nesta terça-feira os “irmãos curdos” a atuar com a rebelião armada contra o regime de Bashar Assad. “O comando convoca nossos irmãos curdos, tanto soldados como civis, a unir-se ao ESL”, declarou o porta-voz da força, coronel Kasem Saadedin. Os curdos representam quase 9% dos 23 milhões de habitantes da Síria e há muitos anos se consideram discriminados pelo regime de Assad.

Publicidade

(Com agência France-Presse)

Publicidade