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Grécia anuncia acordo definitivo sobre nome da Macedônia

Nação oriunda da antiga Iugoslávia agora será conhecida como Macedônia do Norte; província grega onde nasceu Alexandre, o Grande tem o mesmo nome

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou nesta terça-feira, 12, que chegou a um acordo com o primeiro-ministro da Macedônia, Zoran Zaev, sobre o nome que passará a ser adotado pela ex-república da Iugoslávia.

Após 27 anos de protestos e negociações diplomáticas que pareciam sem fim, as duas nações aceitaram o nome República da Macedônia do Norte, ou Severna Makedonija na língua local. “É um bom acordo porque cumpre todos os requisitos gregos”, disse Tsipras ao informar o presidente da Grécia, Prokopis Pavlopoulos, sobre o pacto, sem dar mais detalhes.

Segundo o primeiro-ministro, o nome escolhido será utilizado dentro e fora do país, uma das principais exigências da Grécia, que queria impedir que o país vizinho seguisse utilizando seu nome constitucional, República da Macedônia.

Impasse

Há mais de 20 anos a Grécia reivindica que o país vizinho mude seu nome para evitar qualquer ambição de reivindicar a província grega de mesmo nome, local de nascimento do antigo rei Alexandre, o Grande.

O impasse sobre o nome da Macedônia dura desde a sua independência da Iugoslávia, em 1991.

A Grécia só concordou com a admissão do país na Organização das Nações Unidas sob o nome de Ex-República Iugoslava da Macedônia (FYROM), embora o Conselho de Segurança o tenha reconhecido como nome provisório, para propósitos oficiais, quando o aceitou como Estado-membro.

Para que o novo nome seja oficializado, a Macedônia deve fazer uma mudança em sua Constituição — o que representa uma grande polêmica no país e que pode ser vetada pelo presidente, Gjorge Ivanov. Depois disso, o acordo deve ser ratificado no Parlamento grego.

Tsipras afirmou que o acordo só será ratificado pelo legislativo grego assim que a Macedônia modificar sua Constituição. O primeiro-ministro grego anunciou que pedirá ao presidente do Parlamento do país, Nikos Vutsis, para convocar uma sessão extraordinária para informar sobre o caso.

(Com EFE)