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Grã-Bretanha pode proibir time olímpico argentino de usar emblema das Malvinas

O anúncio foi feito após uma deputada argentina propor que o uniforme dos atletas tenha imagem das ilhas

Por Da Redação 1 mar 2012, 14h48

O Parlamento britânico anunciou nesta quinta-feira que vai avaliar se é necessário adotar medidas para impedir que as delegações nacionais que vão participar dos Jogos Olímpicos de Londres ostentem ‘logotipos inapropriados’ durante o evento. A hipótese foi levantada depois que uma deputada argentina propôs que a equipe de seu país colocasse uma imagem das ilhas Malvinas ao uniforme dos atletas.

Entenda o caso

  1. • As Ilhas Malvinas – Falkland, em inglês – ficam a cerca de 500 quilômetros do litoral argentino, mas são administradas e ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1883.
  2. • O arquipélago sempre foi motivo de tensão entre os dois países, até que em 1982 o ditador argentino Leopoldo Galtieri comandou uma invasão ao território.
  3. • O governo britânico reagiu rapidamente, enviando às ilhas uma tropa quase três vezes maior do que à da Argentina, que se rendeu dois meses depois.
  4. • Na guerra morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

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A declaração foi feita em meio à disputa entre Reino Unido e Argentina pela posse das Ilhas Malvinas/Falkland, e perto do 30º aniversário da guerra entre os dois países. O líder da Câmara dos Comuns do Parlamento, George Young, afirmou que debaterá a questão com o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (LOCOG), Sebastian Coe.

O plano argentino para incluir uma imagem das ilhas Malvinas em seu uniforme olímpico foi lançado no final do ano passado por Rosana Bertone, deputada da coalizão Frente Para a Vitória, liderada pela presidente Cristina Kirchner.

A tensão entre Londres e Buenos Aires tem aumentado nas últimas semanas, quando Cristina Kirchner propôs a empresas que substituam a importação de produtos britânicos por artigos de outros países e depois que dois cruzeiros do Reino Unido não puderam atracar no porto de Ushuaia. O governo britânico, por sua vez, acusa Argentina de recorrer a ‘confronto’.

Leia também: União Europeia vai atuar na disputa entre Argentina e Grã-Bretanha.

(Com agência EFE)

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