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Grã-Bretanha nunca entregará Ilhas Malvinas, diz premiê

David Cameron afirmou que bloqueio de barcos das ilhas em portos do Mercosul, aprovado pelo bloco a pedido da Argentina, é inaceitável

Em sua mensagem de natal às ilhas britânicas, o primeiro-ministro David Cameron condenou a resolução do Mercosul que proíbe a entrada de embarcações com bandeira das Ilhas Malvinas nos portos dos países do bloco. Aprovada na última terça-feira a pedido da Argentina, a iniciativa foi chamada por Cameron de esforços “injustificados e contraprodutivos” do governo de Buenos Aires.

De acordo com o site do jornal londrino Telegraph, o premiê prometeu defender a segurança dos habitantes das ilhas e jamais abrir mão da soberania sobre as Malvinas, a não ser que a população local queira. “Nós sempre iremos manter o compromisso com vocês sobre qualquer questão de soberania. Seu direito à auto-determinação é um pilar da nossa política de governo”, afirmou Cameron no comunicado. “Nós nunca iremos negociar a soberania das Ilhas Falklands (Malvinas), a não ser que os habitantes queiram. Nenhuma democracia poderia fazer outra coisa”.

A resolução sobre o bloqueio a barcos das Malvinas nos portos do Mercosul foi decidida durante a 42ª Cúpula dos países do bloco, em Montevidéu, no Uruguai. A Argentina agradeceu às demais nações integrantes do Mercosul – Paraguai, Uruguai e Brasil – pelo apoio ao país.

Sem fazer críticas aos outros países do bloco, David Cameron insistiu que deseja uma “relação construtiva” com a Argentina, mas disse que a atitude do governo de Cristina Kirchner em relação às Malvinas é inaceitável. “Queremos trabalhar com a Argentina nessas questões. Mas o governo argentino continua a fazer declarações que desafiam o direito de auto-determinação dos habitantes das ilhas, e nós não podemos aceitar isso”.