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‘Game of drones’: a guerra na tela do computador

Potências mundiais investem pesado em aviões não pilotados

Por Edoardo Ghirotto Atualizado em 30 jul 2020, 21h52 - Publicado em 4 ago 2014, 17h07

No atual confronto contra o Hamas, o Exército israelense derrubou um drone perto de Ashod, cidade onde, por sua proximidade geográfica com a Faixa de Gaza, cai o maior número de foguetes lançados pelo grupo fundamentalista palestino. O Hamas, que controla a região, afirmou ter usado três tipos de avião não tripulado contra Israel. Os modelos seriam variações do Ababil-1, de fabricação iraniana. Dois deles estavam preparados para ataques, e o terceiro tinha a missão de reconhecimento, disse a organização terrorista.

O desenvolvimento de aeronaves que, controladas remotamente, pudessem espionar as fileiras inimigas e eventualmente atacá-las, começou na I Guerra Mundial, chegou aos campos de batalha na II Guerra Mundial e tomou impulso durante a Guerra Fria. Na década de 80, Israel atraiu atenção internacional para os drones ao utilizá-los com sucesso durante os conflitos com o Líbano. Os americanos inspiraram-se na experiência israelense e criaram seu próprio avião de controle remoto – o Predator, que entrou em operação em 1995. Hoje, os Estados Unidos são os principais detentores da tecnologia utilizada em drones militares.

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Uma das grandes procupações das potências ocidentais está ligada à capacidade de países como Irã e China desenvolverem “enxames” de drones, que sistemas antiaéreos não conseguem deter de uma vez só. Por outro lado, uma nova geração de drones conhecida como stealth já está sendo desenvolvida. Esses equipamentos são mais difíceis de serem detectados por radares e são capazes de voar segundo rotas pré-programadas, com mínima intervenção humana possível.

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“Embora os drones tenham se popularizado nos Exércitos, os modelos atuais são relativamente vulneráveis aos sistemas de defesa aérea. A habilidade de conter um drone usando armas e mísseis antiaéreos, aliada à utilização de aparatos eletrônicos para detectá-los, será uma exigência em qualquer Força Armada”, destaca Douglas Barrie, especialista em espaço aéreo militar pelo The International Institute for Strategic Studies (IISS).

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