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Gabinete e residência de premiê belga eram alvos de ataques

Confusões e falhas das forças de segurança estão ampliando as críticas às autoridades por sua gestão da crise. O último equívoco foi a segunda correção do número de mortos

Por Da Redação 30 mar 2016, 10h20

O gabinete e a residência oficial do primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, eram potenciais alvos dos terroristas, segundo informações que estavam em um computador encontrado perto do apartamento usado pelos extremistas que cometeram o atentado contra o aeroporto internacional de Bruxelas. Planos e fotos do escritório de Michel, que fica no centro de Bruxelas, foram achados na memória de um computador abandonado nas proximidades do imóvel usado pelos radicais no distrito de Schaerbeek, na capital do país, informaram nesta quarta-feira os jornais belgas L’Echo, De Tijd e De Morgen.

Os três jornais atribuem a informação a “fontes confiáveis” da inteligência do país. Além disso, no computador havia dados detalhados do palácio de Lambermont, residência oficial do primeiro-ministro, que fica perto da embaixada dos Estados Unidos. O FBI deve analisar o equipamento e auxiliar as autoridades belgas a descriptografar os discos rígidos apreendidos. De acordo com os jornais, a segurança será reforçada no gabinete e na residência do primeiro-ministro, assim como na região do Senado e da Câmara dos Deputados da Bélgica.

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Confusões – Depois da trapalhada de ter detido uma pessoa e anunciado erroneamente que se tratava do terrorista flagrado pelas câmeras do aeroporto de Zaventem, a polícia belga segue a caçada pelo homem de chapéu e jaqueta branca das imagens. Segundo a Promotoria, “os investigadores estabeleceram que o detido Fayçal Cheffou não se trata do ‘homem de chapéu'”, que deixou no aeroporto uma mala com uma carga explosiva e fugiu.

As confusões e falhas das forças de segurança belgas estão ampliando as críticas às autoridades por sua gestão da crise. O último equívoco foi a nova correção do número de mortos. Primeiro, as autoridades anunciaram 32 mortos, depois o número foi elevado para 35. E, nesta segunda, foi novamente reduzido para 32 “após uma verificação”. A imprensa descobriu que três vítimas estavam ao mesmo tempo em duas listas diferentes, na relação dos mortos do aeroporto e também na do metrô.

Para o ministro da Justiça, Koen Geens, criticado diretamente junto ao seu colega do Interior, Jan Jambon, “não é o momento de brigarmos entre nós”. “O inimigo se encontra na Síria”, disse à televisão pública flamenca VRT. A ameaça continua sendo elevada e a investigação sobre as redes jihadistas está tomando uma dimensão europeia com prisões nos últimos dias na Bélgica, França, Itália e Holanda.

(Da redação)

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