Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Furacão ‘potencialmente catastrófico’ vai atingir o México nas próximas horas

Por Da Redação 23 out 2015, 16h40

O mais forte furacão já registrado no planeta deve atingir o México nas próximas horas. O furacão Patricia chegará à costa mexicana no Oceano Pacífico no final da tarde ou início da noite desta sexta-feira com ventos de 325 km/h e deve atravessar todo o país de oeste a leste, atingindo três Estados.

O Patricia está sendo comparado pelos especialistas com o tufão Haiyan, que matou 6.300 pessoas nas Filipinas em 2013. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) havia dito que a tempestade de categoria 5, a mais alta da escala Safir Simpson, era a mais intensa já registrada no hemisfério ocidental e chamou o furacão de “potencialmente catastrófico”. Mais tarde, porém, o NHC redefiniu o furacão Patricia como o mais forte já registrado pelo órgão.

Leia também:

Jovens são linchados e queimados no México

Seca no México revela ruínas de igreja do século XVI

As autoridades mexicanas declararam estado de emergência nos três Estados por onde o Patricia deverá passar – Jalisco, Colima e Nayarit – e começaram a evacuar algumas cidades. Em outras regiões, os hotéis dispensaram os turistas e os moradores a estocaram suprimentos. De acordo com o Fundo Nacional de Desastres do México, cerca de 400.000 pessoas moram nas regiões de risco.

“Os ventos são capazes de manter um avião no ar”, disse Clare Nullis, porta-voz da Organização Meteorológica Mundial, em um boletim na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. As chuvas torrenciais que a tempestade trará ao México podem provocar alagamentos e aumento no nível do mar de até 5 metros.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, declarou que o país “enfrenta uma ameaça de grande escala” e destacou que a prioridade é “proteger e salvar a vida dos mexicanos”. Ele afirmou peo Twitter que o governo “está tomando todas as medidas preventivas necessárias para enfrentar esta emergência extraordinária”.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade