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Fukushima levará de dois a três meses para ser estabilizada

Agência nuclear diz que probabilidade de vazamento dos reatores é pequena

Por Da Redação 15 abr 2011, 06h03

O governo japonês anunciou nesta sexta-feira que a usina nuclear de Fukushima deverá ser estabilizada daqui a, no máximo, três meses. De acordo com informações divulgadas pelo porta-voz do governo, Yukio Edano, os reatores 1, 2 e 3 correm pouco risco de liberar quantidades perigosas de radiação na atmosfera.

A Tepco, companhia responsável pela usina, anunciou também nesta sexta-feira que pagará uma primeira compensação de 1 milhão de ienes (12 400 mil dólares) às famílias evacuadas em consequência da crise nuclear, informou a agência local Kyodo. O valor anunciado tem caráter provisório, já que a Tepco deverá disponibilizar um volume muito maior de compensações no futuro devido ao mais grave acidente nuclear da história do Japão. Banri Kaieda, ministro da Economia, assegurou nesta sexta-feira que antes do fim do mês serão indenizadas as pessoas que viviam a uma distância de até 30 quilômetros da usina nuclear, o que engloba um total de 48 mil famílias.

Tremores – A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, planeja adotar medidas especiais para evitar problemas elétricos derivados de novas réplicas ou tsunamis como o de 11 de março, que desencadeou a atual crise nuclear japonesa. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela rede de TV NHK. Entre as mudanças anunciadas está a transferência dos geradores de emergência para locais 30 metros acima do nível do mar, para evitar que sejam alcançados pelas ondas de possíveis tsunamis.

Além disso, os geradores poderão ser ativados imediatamente pelos trabalhadores quando for emitido um alerta de tsunami, para que não haja a suspensão das tarefas de resfriamento dos reatores e vazamentos de combustível radioativo. A Tepco também terá, em zonas altas, caminhões com geradores elétricos e unidades de bombeiros com jatos de água, além de sistemas de segurança para evitar a interrupção da injeção de água nos reatores 1, 2 e 3.

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