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França e Mali tomam o aeroporto de reduto rebelde de Gao

As tropas têm avançado rapidamente na ofensiva contra os militantes islâmicos

Por Da Redação 26 jan 2013, 14h15

As forças francesas e malinesas tomaram o controle do aeroporto e da ponte sobre o rio Níger, em Gao, reduto de rebeldes islâmicos, informou neste sábado o Ministério da Defesa da França. As tropas têm avançado rapidamente na ofensiva contra militantes islâmicos ligados à rede Al Qaeda que se apoderaram em 2012 da parte norte do Mali, no deserto do Saara. A França interveio no país no início deste mês, a pedido do governo do Mali.

Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

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Há duas semanas os jatos e helicópteros franceses estão bombardeando os islamistas em retirada, destruindo seus veículos, postos de comando e depósitos de armas. Junto com Kidal e Tombuctu, Gao é uma das três cidades que caíram em junho do ano passado em mãos dos grupos salafistas Ansar al Din, Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO) e Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).

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O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse que muitos dos veículos dos combatentes islâmicos e bases logísticas foram destruídos, segundo o site do ministério. A notícia de que as forças francesas estavam em Gao surge num momento em que estados Africanos enfrentam dificuldades para pôr em ação uma força de intervenção formada por 6.000 homens, em apoio ao governo do Mali.

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(Com agência Reuters)

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