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França barra entrada de não vacinados em restaurantes e pontos turísticos

Nova lei, que entrou em vigor nesta segunda-feira, substitui passe sanitário e tem como objetivo impulsionar índices de vacinação

Por Da Redação Atualizado em 24 jan 2022, 11h54 - Publicado em 24 jan 2022, 11h50

Pessoas que não estão vacinadas contra a Covid-19 não podem mais entrar em restaurantes, bares, pontos turísticos e arenas esportivas na França, a não ser que tenham se recuperado recentemente do vírus, após entrar em vigor de uma nova lei nesta segunda-feira, 24.

A norma, que substitui o “passe sanitário” por um “passe da vacina”, tem objetivo de impulsionar os índices de vacinação, já que testes PCR negativos não serão mais suficientes para a obtenção do documento. Desde que o governo anunciou sua criação, mais de 1 milhão de pessoas que não tinham tomado a primeira dose contra a Covid-19 aceitaram a injeção, revelou o primeiro-ministro francês, Jean Castex. 

Na semana passada, Castex já havia anunciado que o uso obrigatório de máscaras em áreas abertas e a obrigatoriedade do trabalho remoto terminarão em 2 de fevereiro. Além disso, boates, que estava fechadas desde dezembro, poderão reabrir a partir de 16 de fevereiro.

A mudança no passaporte é vista como parte da estratégia do presidente Emmanuel Macron de “irritar” aqueles que se recusam a ser vacinados.

“Não pretendo irritar todo o povo francês. Mas em relação aos não vacinados, eu realmente quero irritá-los. E vamos continuar fazendo isso até o fim, essa é nossa estratégia”, disse ao jornal Le Parisien, no início de janeiro. “Quando minhas liberdades ameaçam as dos outros, eu me torno irresponsável. E quem é irresponsável não é um cidadão”, afirmou. 

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Analistas apontam que os comentários de Macron fazem parte de uma estratégia política, ainda que ele soubesse que causaria a ira de uma parcela da população. Pesquisas recentes feitas no país apontam que a grande maioria dos eleitores franceses estão se sentindo cada vez mais frustrados com a pandemia e aprovam a vacinação como um meio eficaz de acabar com ela.

Segundo pesquisa do jornal Le Figaro, 64% dos entrevistados disseram ser a favor do passaporte de vacinação. Ao todo, 78% da população francesa já foram totalmente vacinados e 49% receberam uma dose de reforço.

O governo francês esperava que a lei entrasse em vigor já a partir de 15 de janeiro, porém o projeto sofreu um entrave no seu primeiro dia de debate, quando deputados da oposição se recusaram a continuar examinando o seu conteúdo ao longo da noite. 

Aprovada na semana passada, a medida foi alvo de intensos debates parlamentares, sobretudo em meio aos intensos protestos contra restrições e, do outro lado, o avanço no número de casos.

Na sexta-feira, as autoridades de saúde francesas relataram 400.851 novos casos em 24 horas e, de acordo com o Conselho Científico que auxilia o governo, estima-se que entre 9 e 14 milhões de franceses tenham sido infectados com Covid-19 através da variante ômicron. Apesar do alto número de casos, as hospitalizações em leitos de UTI seguem em queda. 

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