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França admite que coalizão vai além da resolução da ONU

Termo não mencionava o futuro de Kadafi, destacou o ministro Gerard Longuet

Por Da Redação 15 abr 2011, 09h30

O ministro francês da Defesa, Gerard Longuet, admitiu nesta sexta-feira que a coalizão está indo além da resolução 1973 da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Líbia. A declaração acontece pouco depois de os presidentes dos Estados Unidos e França e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha defenderem que um futuro com o ditador Muamar Kadafi é impossível.

Uma coalizão internacional, que inclui os três países, está em operação na Líbia desde 19 de março em apoio aos rebeldes que exigem a saída de Kadafi. Sua frota, exclusivamente aérea, é liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a missão foi, inicialmente, autorizada pela ONU para proteção de civis.

Ao ser questionado em uma entrevista na TV francesa se a coalizão estava indo além da resolução da ONU, Longuet respondeu: “Da resolução 1973? Seguramente, pois ela não mencionava o futuro de Kadafi”. Também olhando adiante, os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, Estados Unidos, Barack Obama, e o premiê da Grã-Bretanha, David Cameron, haviam afirmado em um artigo conjunto divulgado na quinta-feira à noite que é “impossível imaginar que a Líbia tenha um futuro com Kadafi”.

Nova resolução – Referindo-se ao comunicado dos chefes de estado, Longuete afirmou: “Acredito que se três grandes países dizem o mesmo, é importante que o Conselho de Segurança adote uma nova resolução”. O ministro disse ainda que é natural que países como Rússia, China e Brasil manifestem dúvidas com relação à intervenção militar, mas questionou: “qual é o grande país que pode reconhecer que um chefe de Estado pode solucionar seus problemas disparando com canhões contra sua população? Nenhum.”

(Com agência France-Presse)

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