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Forças de segurança sírias matam 11 na província de Idleb

Segundo um novo relatório da ONU, as vítimas fatais já superam 5.000 pessoas

Por Da Redação 13 dez 2011, 07h39

Onze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na manhã desta terça-feira na província síria de Idleb (noroeste) por disparos das forças de segurança e milícias leais ao regime de Bashar Assad, anunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Na mesma província, as autoridades informaram que dois integrantes de um grupo terrorista procedentes da fronteira com a Turquia foram mortos por guardas de fronteira.

Mais cedo, o OSDH e a agência oficial Sana informaram que uma explosão foi registrada durante a noite em um gasoduto da região de Homs (centro da Síria). “Em uma operação de sabotagem, um grupo terrorista armado explodiu um gasoduto perto da cidade de Rastan, sem deixar vítimas”, afirma uma nota. O OSDH, que tem sede em Londres, disse que nem os revolucionários nem os desertores têm vínculo com a explosão.

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Entrevista – Na noite de segunda-feira, o embaixador sírio nas Nações Unidas, Bashar Jafari, acusou a veterana jornalista americana Barbara Walters de “distorcer” a entrevista que realizou com Assad, e que a rede de televisão ABC transmitiu na semana passada. Jafari criticou a edição da entrevista, que “não refletiu a realidade” e acusou a popular apresentadora americana de usar “apenas alguns dos muitos minutos” que teve de conversa com o líder sírio.

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Na quarta-feira passada, a ABC transmitiu a entrevista na qual Assad negou firmemente que tenha ordenado a repressão violenta dos opositores que reivindicam sua renúncia e sustentou que a maioria das pessoas que morreram durante os últimos meses no país foram seus simpatizantes e soldados do governo. “Não houve ordens para matar ou atuar com brutalidade. Nenhum governo no mundo mata seu próprio povo a menos que seja liderado por um louco”, disse o presidente síriio.

Jafari criticou Walters assim como os demais meios de comunicação “que não buscam a verdade” e arremeteu concretamente contra os países europeus, que há meses tentam obter uma condenação contra a Síria no Conselho de Segurança, e lembrou que lhe surpreende essa atitude, quando, por exemplo, “a Alemanha provocou a Segunda Guerra Mundial, na qual morreram milhões de pessoas”.

Mortes – O diplomata também diminuiu a credibilidade dos números da ONU, organismo que acusou de não ser objetivo, e ressaltou que o assédio a seu governo se deve “a uma grande conspiração”. A ONU informou que as vítimas mortais da repressão na Síria já superam as 5.000 pessoas, entre elas mais de 300 menores.

Após o relatório das Nações Unidas sobre a violência na Síria, a organização internacional Human Rights Watch emitiu um comunicado comentando que “já chegou a hora de o Conselho de Segurança impor um embargo de armas ao país, aplicar sanções contra os envolvido nos abusos e levar o caso ao Tribunal Penal Internacional”.

(Com agência France-Presse e EFE)

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