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Forças de segurança são alvo de ataques no Egito

Ao menos onze soldados e policiais morreram e 50 pessoas ficaram feridas em dois ataques registrados nesta manhã. Domingo foi sangrento no país

Após um domingo sangrento no Egito, em que foram registradas ao menos cinquenta mortes em confrontos entre forças de segurança e apoiadores dos fundamentalistas da Irmandade Muçulmana, a segunda-feira é marcada por novos conflitos no país. Membros das forças de segurança egípcias foram alvos de ataques em diversas localidades, de acordo com a rede britânica BBC. Onze soldados e policias morreram.

Na cidade de Ismailia, seis soldados e policiais foram mortos enquanto patrulhavam nos arredores do Canal de Suez, segundo autoridades de segurança. O outro ataque se deu na cidade de Al Arish, capital do Sinai do Norte, onde cinco militares morreram após a explosão de um carro-bomba na sede da Direção da Segurança Central da província. Cinquenta pessoas ficaram feridas.

No domingo, dia que marcou o 40º aniversário da guerra de 1973 contra Israel, os islamitas convocaram protestos em todo o país com o objetivo, na capital, de chegar à Praça Tahrir, cercada por policiais e soldados das forças governamentais. Ao mesmo tempo, aliados das Forças Armadas e favoráveis à derrubada do ex-presidente Mursi chamaram seus seguidores a sair às ruas.

Milhares de pessoas se concentraram para demonstrar apoio à gestão do Exército na Praça Tahrir, que foi sobrevoada por quatro helicópteros que levavam bandeiras do Egito e por caças da Força Aérea.

O conflito de 1973 – conhecido como Guerra de Outubro, nos países árabes, e Guerra de Yom Kippur, no Estado hebreu – é lembrado com orgulho no Egito. Junto com as forças sírias, os egípcios conseguiram surpreender as defesas israelenses durante a celebração do Yom Kippur (o Dia do Perdão), em Israel.

(Com agência EFE)