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Flórida mobiliza 4.000 membros da Guarda Nacional à espera de furacão

Governo estadual iniciou a remoção de pessoas mais vulneráveis; 1.216 voos foram cancelados nos EUA

Por Da Redação - Atualizado em 2 Sep 2019, 17h42 - Publicado em 2 Sep 2019, 17h17

Depois de deixar um rastro de destruição nas Bahamas, o furacão Dorian está prestes a alcançar o estado americano da Flórida nesta segunda-feira, 2. Dorian alcançou as ilhas caribenhas no final de semana em categoria 5, com ventos de mais de 354 km/h. O Centro Nacional de Furacões rebaixou sua classificação para 4, mas alertou que Dorian deverá alcançar o continente a uma velocidade entre 209 km/h e 248 km/h e como tempestade “extremamente perigosa”.

O Centro traçou a trajetória do furação, que deverá subir pela costa leste da Flórida e alcançar os estados de Georgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte. Em seu avanço pela costa leste dos Estados Unidos, até o final de semana, o furacão gradualmente perderá forças. Mesmo como tempestade tropical, porém, poderá causar inundações e destruições.

Trajetória do furacão Dorian: força total na Flórida e caminho pela costa leste dos EUA – 02/09/2019 National Hurricane Center/Reprodução

As condições meteorológicas causaram o cancelamento de mais de 1.216 voos nesta segunda-feira de feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, segundo o portal Flight Aware.  O governador da Flórida, Ron DeSantis, informou que já houve expedição de ordem de remoção de pessoas que vivem na costa do estado, em especial para as regiões de Palm Beach, onde estão localizados o clube de golfe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do condado de Martine.

As companhias de energia elétrica mobilidade 17.000 funcionários para trabalhar no caso de  apagões e atuar em emergências, segundo o jornal USA Today. Mais de 4.000 integrantes da Guarda Nacional foram chamados para as tarefas de socorro na Flórida. A Flórida emitiu suas primeiras ordens de evacuação obrigatória para Palm Beach, onde estão .

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O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, também determinou a realocação de 830.000 pessoas que estariam mais vulneráveis à passagem do furacão. “Nós não podemos fazer todo mundo feliz, mas acho que podemos manter todo mundo vivo”, afirmou.

Apesar da catástrofe nas Bahamas e da aproximação de Dorian da Flórida, o presidente Donald Trump dispensou parte de seu dia no seu campo de golfe em Sterling, no estado da Virginia. Ele antes havia assinado declarações de emergência dos estados a serem afetados pelo furacão.

Dorian gera imagens impressionantes, como as capturadas pela Estação Espacial Internacional quando o furação chegara à categoria 5 e caía sobre as Bahamas.

Outra imagem surpreendente é a de um voo dentro de Dorian realizado por “caçadores de furacões do Escritório Nacional de Oceânica e Atmosférica (Noaa).

Fuga

Joe Lewis, um veterano da Marinha e morador da Flórida, verificava o aparelho de ar-condicionado de seu trailer em Jensen Park, uma das várias áreas da costa que estavam quase vazias. “Não importa se eu tenho uma casa de um milhão de dólares. Vou embora. Minha vida é mais importante”, disse  Lewis, enquanto se juntava a outros moradores da Flórida que escapavam da tempestade.

Na região vizinha de Santa Lucia, Dan Peatle, de 78 anos, informou que havia acabado de deixar o retiro de idosos onde vive para buscar abrigo em um hotel. “Isso me deixa doente. Não gosto”, disse ele, enquanto tomava um pouco de ar antes da chegada da tormenta.

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“Passei por sete ou oito (furacões) desde que cheguei à Flórida, em 1973. E são todos iguais, você sabe. Destrói tudo, depois tudo é consertado de novo. Mas escolhi viver aqui, e posso muito bem viver com isso”, completou Peatle.

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