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Filipinas: número de mortos em terremoto chega a 87

Tremor de 7.2 provocou o desabamento de igrejas históricas e a evacuação de hospitais

Por Da Redação - 15 out 2013, 09h11

O terremoto que atingiu as Filipinas na noite desta segunda-feira causou a morte de 87 pessoas, de acordo com a contagem mais recente de vítimas divulgada pelas autoridades do país. A maioria das mortes foi registrada na ilha de Bohol, no centro das Filipinas, onde o tremor foi mais intenso. Outras dezesseis pessoas morreram nas ilhas de Cebu e Siquijor. Outras 167 pessoas ficaram feridas.

O fornecimento de energia foi interrompido, hospitais foram evacuados, prédios desabaram e igrejas históricas ruíram ou sofreram rachaduras durante o tremor. O arcebispo Leonardo Medroso, de Bohol, disse que duas pessoas morreram atingidas por destroços enquanto rezavam em uma igreja na cidade de Loon. A igreja é a maior de Bohol e foi inaugurada em 1753.

Imagens de TV mostraram que a torre da Basílica Minore de Santo Niño de Cebú, que também foi erguida nos anos 1700, desmoronou.

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O tremor alcançou 7.2 graus na escala richter, sendo considerado um terremoto grande, de acordo com a escala que vai até dez. Os dados são do Serviço Geológico dos EUA. Já o diretor do Instituto de Vulcanologia e Terremotos das Filipinas (Phivolcs), Renato Solidum, afirmou que a energia liberada pelo terremoto foi equivalente à da explosão de “32 bombas atômicas de Hiroshima”.

O diretor também afirmou que entre 8h12 locais (21h12 de Brasília de segunda-feira) até às 15h15 locais (4h15 de Brasília), ocorreram 241 réplicas, uma delas de 5,9 graus, mas o restante foi inferior aos 2 graus.

Solidum descartou qualquer risco de tsunami após o tremor. “O terremoto de hoje aconteceu no interior da Ilha de Bohol, se houvesse ondas gigantes, elas deveriam ocorrer até dez minutos depois do terremoto”, acrescentou Solidum.

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As Filipinas ficam em cima do chamado círculo de fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida por 7.000 tremores ao ano, a maioria pequenos ou moderados.

(Com agências Reuters, EFE e France-Presse)

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