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Filha de líder das Mães da Praça de Maio acusada de associação ilícita

Alejandra Bonafini, filha da presidente das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, foi acusada de ser membro de uma associação ilícita em um processo no qual se investiga o suposto desvio de dinheiro da entidade humanitária, afirmou uma fonte judicial nesta quinta-feira.

“Bonafini (filha) foi formalmente acusada de ser membro de uma associação ilícita. Para a lei argentina, isso significa que está sob suspeita de integrá-la”, afirmou à AFP a fonte vinculada ao processo.

Foram lidas à filha da líder humanitária “as acusações imputadas contra ela”, no momento de ser questionada pelo juiz federal Norberto Oyarbide, completou a mesma fonte.

A mulher, que seguirá em liberdade e negou as acusações, é suspeita de comprar um apartamento com dinheiro de uma empresa que pertencia a Sergio Schoklender, ex-proprietário da Fundação Mães da Praça de Maio.

Schoklender encontra-se preso e é acusado de fraude e associação ilícita por desvio de fundos públicos na entidade humanitária, em meio à missão “Sonhos Compartilhados” que se dedicava à construção de moradias sociais.

A procuradoria investiga um desvio de cerca de 40 milhões de pesos (8,9 milhões de dólares) em um total de 700 milhões (156,6 milhões de dólares) pagos pelo Estado à instituição.

O ex-empresário depôs nesta quarta-feira diante da Justiça por cinco horas, nas quais acusou Hebe de Bonafini e negou ter desviado dinheiro público destinado à construção de moradias, revelou o juiz em declarações à imprensa na quinta-feira.

O órgão humanitário, conhecido no nível internacional por exigir os corpos de seus filhos desaparecidos na ditadura (1976-83) e próximo à presidente Cristina Kirchner, esteve envolvido no escândalo, mas nenhuma de suas integrantes é alvo do processo.