Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

FHC e outros líderes latinos questionam presença da Venezuela em Conselho de Direitos Humanos

Carta assinada por catorze ex-presidentes critica a 'deterioração da situação de direitos humanos na Venezuela' e pede a libertação dos presos políticos

Por Da Redação 19 out 2015, 10h44

Líderes internacionais que fazem parte do Clube de Madri pediram nesta segunda-feira à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que condicione a renovação do mandato da Venezuela no Conselho de Direitos Humanos à libertação de políticos detidos. Através de uma nota, o grupo também vinculou essa renovação às autoridades venezuelanas permitirem a presença de uma missão imparcial de observação eleitoral na próxima eleição legislativa.

Entre os signatários estão ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso (Brasil); Laura Chinchilla (Costa Rica); César Gaviria e Andrés Pastrana (Colômbia); Vicente Fox (México); Osvaldo Hurtado (Equador); Luis Alberto Lacalle e José María Sanguinetti (Uruguai); Ricardo Lagos, Eduardo Frei e Ricardo Piñera (Chile); Tuto Quiroga (Bolívia) e Alejandro Toledo (Peru); e o ex-chefe do governo espanhol Felipe González. Em uma votação que acontecerá dia 28 de outubro, a Venezuela concorrerá com Equador, Panamá e Bahamas por uma das três vagas de representação da América Latina e do Caribe no Conselho de Direitos Humanos. O mandato é de três anos.

Leia também

Opositor venezuelano Manuel Rosales é detido no aeroporto ao voltar do exílio

Brasil e Unasul criam missão para acompanhar eleições na Venezuela

Continua após a publicidade

Super Bolívar, o ‘super-herói que irá vencer o Homem-Aranha’

Os signatários sublinharam “a deterioração da situação de direitos humanos na Venezuela e sua atitude obstrucionista no Conselho de Direitos Humanos nos últimos três anos” como fatores para que o país não seja mantido no posto. Além disso, apontaram que “a concentração de poder e a falta de independência judicial na Venezuela tornaram possível que o governo intimide, censure e persiga críticos”. Os líderes criticam o que consideram arbitrariedade na hora de deter, julgar e condenar dirigentes da oposição e a “fustigação à imprensa, que gera autocensura”.

“O fato de a Venezuela violar abertamente suas obrigações jurídicas internacionais de direitos humanos mais elementares é incompatível com sua entrada no Conselho de Direitos Humanos”, argumentaram os líderes latino-americanos que assinaram o documento. Por isso pediram a libertação “imediata” de opositores como Leopoldo López, Daniel Ceballos e Antonio Ledezma “e de todas as pessoas detidas por exercer seus direitos de opinião e de manifestação pacífica”.

O grupo também pediu que o governo venezuelano aceite a missão de acompanhamento eleitoral da Unasul de todos os especialistas independentes e qualificados, enviados pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pela União Europeia (UE) e por outras organizações internacionais para garantir que as eleições de 6 de dezembro na Venezuela sejam “justas e livres”.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês