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Farc identificam 2 policiais e militar que serão libertados

Bogotá, 25 jan (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira os nomes de dois policiais e um militar sequestrados que se propõem a libertar, junto com três policiais previamente identificados, em uma data não determinada.

O anúncio, feito pelo porta-voz internacional das Farc, Ivan Márquez, em um vídeo no site da maior e mais antiga guerrilha colombiana, foi recebido com alegria e cautela pelos familiares dos policiais César Augusto Lasso e Carlos José Duarte e do militar Luis Alfonso Beltrán, sequestrados os dois primeiros em 1999 e o terceiro em 1998.

‘Tomara que isto seja uma realidade, que aconteça o mais breve possível, que não haja problemas’, afirmou Virgínia Franco, mãe de Beltrán, ao saber da notícia.

Virgínia disse à Agência Efe que o anúncio também foi recebido com tensão devido à duração do sequestro e à falta de provas de vida, já que a última foi recebida há quase quatro anos.

O mesmo tempo sem notícias de seu pai estava a filha do subtenente da Polícia Duarte. ‘Estou muito nervosa, mas também muito contente e emocionada’, declarou à Efe por telefone a jovem Natalia, de 17 anos.

Duarte é um dos quatro policiais sequestrados em Porto Rico que seguem em poder das Farc. Os outros três são exatamente os que a guerrilha incluiu na lista de próximos libertados em dezembro do ano passado: os sargentos José Libardo Forero e Jorge Humberto Romero, e o tenente Jorge Trujillo Solarte.

A presidente da Associação Colombiana de Parentes de Membros da Polícia Detidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), Marleny Orjuela considerou que é o momento para que o presidente Juan Manuel Santos e o ministro da Defesa Juan Carlos Pinzón autorizem a logística que o Brasil facilitou em missões humanitárias anteriores de recepção de reféns.

No vídeo, o porta-voz das Farc disse que estavam à espera da divulgação dos protocolos de segurança.

‘São indispensáveis para uma libertação sem sobressaltos’, afirmou Márquez, acrescentando que a guerrilha não quer que ‘o Governo embarque na aventura de um novo resgate militar como o que causou a desnecessária e injustificada morte de quatro soldados que seriam libertados no último dia 26 de novembro’.

Márquez se referiu a três policiais e um militar que foram executados pelos guerrilheiros em represália a uma suposto tentativa de resgate.

Com a morte desses três são 11 os membros da Polícia que seguem em cativeiro, inclusive os seis que se comprometeram a entregar.

Estes reféns fazem parte de um grupo maior formado no passado também por políticos e três americanos, estes já em liberdade, que as Farc pretendiam trocar por rebeldes presos, incluídos três extraditados aos Estados Unidos. EFE