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Farc anunciam fim do cessar-fogo unilateral

Governo acusa guerrilha de manter ataques durante trégua

Por Da Redação - 20 jan 2013, 15h58

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram neste domingo o fim do cessar-fogo unilateral de dois meses. A cessação, que começou no dia 20 de novembro, marcou o início de uma rodada de discussões em Havana entre os guerrilheiros e autoridades colombianas.

Segundo Iván Marquez, principal negociador das Farc, o cessar-fogo não foi adiante porque o governo colombiano não aceitou suspender suas operações contra a guerrilha, que há décadas usa o sequestro e morte de civis como estratégia de desestabilização do governo. Do outro lado, o líder colombiano, Juan Manuel Santos, rejeitou a ideia do cessar-fogo desde o princípio, afirmando que o governo manteria a pressão militar para que as Farc seguissem na mesa de negociações. As autoridades afirmaram ainda que o cessar-fogo declarado pela guerrilha era uma manobra para obter apoio internacional e acusou o grupo de manter seus ataques.

Durante os dois meses de cessar-fogo unilateral, as forças oficiais do governo colombiano continuaram a atacar membros das Farc em seus refúgios na selva e nas montanhas do país. Adiantando-se ao anúncio das Farc sobre o fim do cessar-fogo, Santos afirmou, neste sábado, que a guerrilha pode estar planejando uma nova ofensiva e que as forças de segurança do governo estão preparadas para responder às ações armadas.

As conversas entre Farc e governo colombiano foram retomadas nesta segunda-feira em Havana após o recesso de fim de ano. O chefe da equipe negociadora do governo, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle, disse que quer acelerar as negociações em 2013. As discussões devem continuar centradas no problema da terra. Além disso, devem ser tratados outros assuntos, como a entrega das armas por parte do grupo guerrilheiro, a entrada dos rebeldes desmobilizados na vida política, o narcotráfico e a reparação às vítimas do conflito.

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(Com agências Reuters e France-Presse)

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