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Ex-prisioneiro de Guantánamo é preso por suspeita de terrorismo

Moazzam Begg e mais três pessoas foram detidas na Grã-Bretanha por suposta ligação com atos ocorridos na Síria

Moazzam Begg, um ex-prisioneiro britânico da base americana de Guantánamo, foi preso nesta terça-feira com outras três pessoas em Birmingham, na Grã-Bretanha, por suspeita de ligação com “crimes de terrorismo relacionados com a Síria”, informou a polícia do país.

Begg, de 45 anos, que esteve por três anos no campo de detenção americano de Guantánamo depois de ser preso no Paquistão, em 2002, está sendo investigado agora por supostamente ter participado de um campo de treinamento terrorista e por facilitar o terrorismo no exterior, disse a polícia, que não forneceu mais detalhes.

Em 2005, Begg, que morou no Afeganistão durante o regime do Talibã, foi libertado de Guantánamo sem sofrer qualquer tipo acusação formal. Nos anos posteriores, ele passou a militar pela soltura de outros prisioneiros e dar palestras sobre sua experiência na prisão. Em alguns eventos ele contou com o apoio da Anistia Internacional – associação que provocou críticas entre alguns membros da instituição, já que Begg admitiu ter sido um apoiador do Talibã.

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Os outros detidos pela polícia nesta terça-feira são uma mulher de 44 anos e seu filho de 20, e um homem de 36 anos.

“Podemos confirmar que Moazzam Begg foi detido”, disse uma porta-voz da polícia de West Midlands, segundo a rede BBC. “Isto é uma detenção, não uma acusação. Identificá-lo não implica nenhuma culpa”.

A polícia também informou que está realizando buscas nas casas e veículos dos suspeitos em busca de provas.