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Ex-presidente israelense é condenado à prisão por estupro

Moshe Katzav chorou e gritou depois do anúncio da sentença no tribunal

Por Da Redação - 22 mar 2011, 08h57

O ex-presidente israelense Moshe Katzav foi sentenciado nesta terça-feira a sete anos de prisão por duas acusações de estupro, um fato sem precedentes na história do país. O ex-chefe de estado, de 65 anos, também foi condenado a uma pena adicional de dois anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de 100.000 shekels (o equivalente a 28.000 dólares a uma das vítimas). “É uma mentira”, gritou Katzav após o anúncio da sentença.

O ex-presidente foi considerado culpado em 30 de dezembro, em um tribunal de Tel Aviv. Seus crimes são dois estupros contra uma subordinada da época em que foi ministro do Turismo, na década de 1990. Também foi declarado culpado de dois atos de indecência, um deles com uso da força e assédio sexual, contra três funcionárias do ministério e mais tarde da Presidência, cargo para o qual foi eleito em 2000. Também foi considerado culpado de obstrução à justiça.

Katsav, que chorou depois de ouvir a sentença, corria o risco de ser condenado a até dezesseis anos de prisão. A pena começará a ser cumprida em 8 de maio, Dia da Independência, feriado criado para celebrar a criação do Estado de Israel, em 1948. “O estupro é um dos crimes mais sérios em nossa legislação, e o castigo por esse crime não deve deixar margem a qualquer dúvida”, afirmou o juiz principal do caso, George Karra, no início da leitura da sentença.

(Com agências France-Presse e EFE)


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