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Ex-presidente do Santander Brasil comandará Fundo Mundial contra Aids

Genebra, 25 jan (EFE).- O colombiano-brasileiro Gabriel Jaramillo será a partir de 1º de fevereiro o novo diretor-geral do Fundo Mundial da Luta contra Aids, Tuberculose e Malária, anunciou a instituição nesta quarta-feira depois da renuncia ao cargo do atual diretor-executivo do organismo, Michel Kazatchkine.

A Junta Diretora do Fundo Mundial nomeou o novo gerente-geral para supervisionar ‘o plano de transformação ambicioso’ após as irregularidades detectadas no ano passado no controle dos fundos entregues e a má gestão gerada pelo crescimento acelerado.

Kazatchkine disse que ‘respeita a decisão’ da junta, mas diante dessas circunstâncias revelou que não quer mais continuar no cargo que ocupou por cinco anos. Ele deve se desligar definitivamente em março.

‘Poucas pessoas exerceram um papel tão fundamental na criação e evolução do Fundo Mundial que Michel Kazatchkine’, declarou Simon Bland, presidente da Junta Diretora, que, no entanto, foi claro ao se referir à entrada de Jaramillo ao Fundo:

‘Gabriel é uma ótima opção e é exatamente o que precisamos neste momento: um gerente excelente e líder financeiro que pode dirigir a mudança e melhorar o desempenho de uma grande instituição durante este tempo de transição’.

‘Minhas prioridades no Fundo são alcançar maior nível de eficácia e prestação de contas e obter resultados concretos que permitam salvar vidas’, afirmou Jaramillo em comunicado.

Nascido na Colômbia, mas cidadão brasileiro, Jaramillo foi gerente e diretor de várias entidades financeiras durante três décadas, entre elas, Marine Midland Bank, Citibank, o Santander Brasil e Banco Sovereign.

No último ano, ele foi assessor especial do Escritório do Enviado Especial do secretário-geral das Nações Unidas para a luta contra a malária e membro do Painel Independente de Alto Nível criado pelo Fórum Mundial para revisar os procedimentos e controles fiduciários da organização.

O Fundo é uma associação público-privada e organização financeira internacional dedicada a atrair e custear novos recursos para prevenir e tratar a Aids, a tuberculose e a malária.

Desde sua criação em 2002, o Fundo financiou programas de combate a essas três doenças no valor de US$ 22,6 bilhões para mais de 1 mil programas em 150 países.

Graças aos programas financiados pelo Fundo, foi possível oferecer tratamento contra a Aids a 3,3 milhões de pessoas e a 8,6 milhões contra a tuberculose, além de fornecer 230 milhões de mosquiteiros tratados com inseticidas para prevenir a malária. EFE