Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Ex-oficial: ataque não afetou o programa sírio de armas químicas

O capitão Adulsalam Abdulrazek disse que os ataques comandados pelos EUA, Reino Unido e França, atingiram "partes" do programa, "mas não o coração"

Por Da redação - 14 abr 2018, 15h57

Um ex-oficial do programa de armas químicas da Síria afirmou que os ataques comandados na noite desta sexta-feira pelos EUA, com o apoio do Reino Unido e da França, atingiu “partes” do programa, “mas não o coração”. A declaração se contrapõe às informações dadas na manhã deste sábado pelo Pentágono americano, que declarou que a ação tinha sido bem sucedida, “atingindo o núcleo” do programa sírio.

O capitão Adulsalam Abdulrazek disse neste sábado que é improvável que os ataques tenham reduzido a capacidade do governo sírio de produzir ou lançar novos ataques. Segundo ele, havia cerca de 50 armazéns na Síria que armazenavam armas químicas antes do programa ser desmantelado, em 2013.

Falando diretamente do norte da Síria, controlado pelos rebeldes, Abdulrazek disse acreditar que as instalações de armazenamento fixas permanecem intactas ou foram apenas ligeiramente deslocadas. A maior parte dos armazéns que guardam os compostos químicos está em áreas distantes, ou em regiões rurais. Para ele, o programa de armas químicas sírio foi apenas parcialmente desmontado em 2013 porque o regime de Bashar Al Assad não permitiu inspeções em todos os armazéns de estoques e capacidades existentes.

O ex-oficial Abdulrazek combatia em Ghouta, subúrbio atingido por um ataque químico em 2013 e no último dia 7 de abril. Ele desertou do programa químico sírio em 2012.

Publicidade

(Com Estadão Conteúdo e Associated Press)

Publicidade