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EUA reconhecem nova coalizão da oposição síria

Washington evitou relacionar a aliança a um futuro governo provisório

O governo dos Estados Unidos considerou nesta terça-feira que a nova coalizão opositora síria, estabelecida no último domingo, é “uma representante legítima do povo sírio”, mas evitou reconhecê-la como um futuro governo provisório – como a França havia feito anteriormente.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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“Nós agora temos uma estrutura estabelecida que pode preparar uma transição política, mas aguardamos a criação de comitês técnicos graças aos quais teremos a certeza de que nossa assistência chegará de forma segura”, declarou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner.

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Washington havia saudado na noite de domingo o acordo assinado em Doha, que criou a Coalizão Nacional para a Revolução Síria e Forças Opositoras, da qual faz parte o Conselho Nacional da Síria (CNS), que tem como objetivo lutar contra “o regime sanguinário” do presidente sírio, Bashar Assad. Em 31 de outubro, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, rejeitou publicamente, em 31 de outubro, o CNS, pedindo uma oposição síria ampla, unida e plural.

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Armas – O governo de Paris, que reconheceu a coalizão hoje, foi o primeiro entre as maiores potências ocidentais a reconhecer a nova oposição síria, abrindo a porta para o fornecimento de armas aos rebeldes da Síria.

Os Estados Unidos, no entanto, defendem há meses uma assistência humanitária e uma ajuda “não-letal” à oposição síria, rejeitando oficialmente qualquer fornecimento de armas às forças rebeldes envolvidas no levante.

O presidente do novo organismo de oposição sírio, Ahmed Moaz al-Khatib, por sua vez, informou na manhã de hoje que os rebeldes precisam desesperadamente de armas se eles quiserem “abreviar o sofrimento dos sírios e seu derramamento de sangue”.

(Com Agência France-Presse)