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EUA reconhecem erros em treinamento de tropas do Mali

Grupos de direitos humanos denunciaram abusos por parte de malinenses

Por Da Redação 25 jan 2013, 09h04

O chefe das forças armadas americanas na África disse que o Pentágono errou ao treinar as tropas no Mali para tentar derrubar os terroristas islâmicos que tomaram o norte do país. O general Carter Ham disse que o Exército americano falhou ao ensinar “valores, ética e caráter” às tropas malinenses.

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Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

A declaração de Ham acontece após a denúncia de abusos por parte das forças do Mali na ofensiva militar liderada pela França contra o terrorismo no norte da África. Grupos de direitos humanos acusaram os malinenses de matar árabes e tuaregues durante seu avanço militar.

“Nós estávamos focando o treinamento exclusivamente em questões técnicas ou táticas”, disse o general. “Nós não usamos o tempo necessário para focar em valores, ética e caráter militar”, acrescentou.

Ataques – Enquanto isso, ataques aéreos atingem a cidade de Gao. Duas bases islamitas perto da cidade foram destruídas, segundo fontes de segurança do Mali.

Na quarta-feira, uma facção de um dos grupos armados islâmicos que ocupam o norte do Mali rompeu com seus aliados da Al Qaeda e disse estar disposta a negociar com o governo. Alghabass Ag Intallah, membro graduado do grupo tuaregue Ansar al Din, anunciou que criou uma nova organização, o Movimento Islâmico de Azawad (MIA), e está preparado para buscar uma solução negociada para o conflito malinense.

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