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EUA querem trabalhar com Coreia do Norte nesta nova fase

Já a Coreia do Sul tem feito tudo para demonstrar que não é hostil a Pyongyang

Por Da Redação 22 dez 2011, 06h08

Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira que esperavam trabalhar com a Coreia do Norte após o luto pela morte do ditador Kim Jong-Il e confirmaram que entraram em contato com o regime de Pyongyang por telefone.

Embora a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, tenha sido cautelosa na hora de se referir à futura diplomacia em direção à Coreia do Norte, afirmou que Washington esperava retomar o diálogo sobre uma possível ajuda alimentar americana ao empobrecido Estado comunista. “Obviamente queremos seguir trabalhando sobre estes temas”, disse Nuland aos jornalistas, em alusão a esta ajuda.

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Funcionários americanos e norte-coreanos se reuniram na última semana em Pequim para falar sobre a possibilidade de uma ajuda alimentar ao país comunista, que esteve pressionado durante meses para aliviar o que os grupos humanitários estrangeiros consideram ser uma severa fome. Esperava-se que o Departamento de Estado tomasse uma decisão a partir da última segunda-feira, mas as reuniões foram dominadas pela notícia da morte de Kim Jong-Il no fim de semana.

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Nuland disse que os Estados Unidos e a Coreia do Norte voltaram a entrar em contato na segunda-feira por telefone através da missão de Pyongyang na sede da ONU em Nova York, o canal de comunicação comum entre os dois governos, que não possuem relações diplomáticas.

Conciliação – O presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, afirmou nesta quinta-feira que seu país não é hostil ao vizinho comunista do Norte, explicando assim uma série de gestos conciliatórios enviados por Seul após a morte de Kim Jong-Il.

Desde o anúncio, na segunda-feira, do falecimento de Kim Jong-Il, a Coreia do Sul expressou “suas condolências ao povo da Coreia do Norte” e anulou um projeto de decoração natalina perto da fronteira, considerado por Pyongyang como parte da “guerra psicológica” realizada por seu vizinho capitalista.

“Tomamos estas medidas para demonstrar que não somos hostis à Coreia do Norte”, disse Lee em uma reunião com autoridades políticas. “Uma estabilização rápida do regime da Coreia do Norte interessa aos países vizinhos”, acrescentou nesta quinta-feira o presidente sul-coreano.

As relações entre as duas Coreias esfriaram desde a chegada ao poder, em fevereiro de 2008, de Lee Myung-Bak, que condicionou a entrega de ajuda ao Norte aos avanços no desarmamento nuclear do regime comunista. A Coreia do Norte possui uma bomba atômica e armas químicas, um arsenal convencional importante e um exército de 1,2 milhão de soldados.

(Com agência France-Presse)

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