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EUA planejam ativar sistema antimísseis na Coreia do Sul

A China se opôs abertamente à instalação do escudo, que acredita representar um fator de instabilidade regional

Por Da redação - 27 abr 2017, 09h31

Os Estados Unidos afirmaram que planejam ativar seu sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul “dentro de dias”, além de reforçar as sanções econômicas contra a Coreia do Norte. Os anúncios do governo do presidente Donald Trump foram feitos em meio aos crescentes temores sobre os avanços militares de Pyongyang.

O escudo antimísseis Thaad foi projetado para interceptar e destruir mísseis balísticos norte-coreanos de curto e médio alcance durante a fase final de voo. Originalmente, só era esperado que o sistema fosse usado no final de 2017, mas diante das promessas do regime de Kim Jong-un de realizar mais testes com mísseis e nucleares nos próximos dias, as duas nações concordaram em antecipar sua instalação.

Estados Unidos e Coreia do Sul decidiram instalar o Thaad após as negociações de março entre o presidente interino sul-coreano Hwang Kyo-ahn e o vice-presidente americano Mike Pence. O ministério sul-coreano da Defesa informou nesta quarta-feira que espera aplicar a fase operacional do escudo “o mais rápido possível”.

Falando aos membros do Congresso americano na Casa Branca na quarta-feira, Adm Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico dos EUA, disse que o Thaad estaria “operacional nos próximos dias para poder defender melhor a Coreia do Sul contra a crescente ameaça da Coreia do Norte”.

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China

A China se opõe abertamente à instalação do escudo porque considera que representa um fator de instabilidade regional e uma ameaça para suas próprias capacidades balísticas. Pequim reagiu de modo muito negativo ao anúncio da instalação do escudo e determinou uma série de medidas que Seul considera represálias econômicas.

Uma das medidas foi a proibição, a partir de 15 de março, das viagens de grupos de turistas chineses a Coreia do Sul, o que afeta a indústria local. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, também exigiu o fim das manobras militares conjuntas entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

Pressão diplomática

Um comunicado conjunto do chefe do Pentágono, Jim Mattis, do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e do diretor da Inteligência Nacional, Dan Coasts, informou nesta quarta-feira que o presidente Trump tem como objetivo “pressionar a Coreia do Norte para que desmonte seus programas nucleares, balísticos, de mísseis e de proliferação, endurecendo as sanções econômicas e buscando medidas diplomáticas com nossos aliados”.

A tensão aumentou na península coreana nos últimos meses e o governo de Trump deu respostas belicosas aos testes de mísseis balísticos norte-coreanos. Trump e vários funcionários do governo americano afirmaram que todas as opções, incluindo as militares, estão “sobre a mesa”. O presidente americano declarou na segunda-feira que o Conselho de Segurança da ONU deveria “estar preparado” para impor novas sanções a Pyongyang.

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Mas a Coreia do Norte não demonstra a intenção de recuar. Após um gigantesco desfile militar em 15 de abril para celebrar o 105º aniversário do nascimento do fundador do regime, Kim Il Sung, a Coreia do Norte anunciou que realizou importantes exercícios militares na terça-feira, por ocasião do aniversário de 85 anos da criação do exército.

(Com AFP)

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