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EUA omitiram que soldados se feriram com armas químicas no Iraque

Tropas entraram em contato com armamento velho, fabricado em colaboração com o Ocidente. Omissão oficial dificultou tratamento médico adequado

Os Estados Unidos omitiram a existência de pelo menos seis soldados feridos por armas químicas abandonadas ou escondidas pelo regime Saddam Hussein durante a Guerra do Iraque (2003 – 2011), revelou investigação publicada nesta quarta-feira pelo jornal The New York Times (NYT). “Durante esses anos, tropas americanas e iraquianas encontraram repetidamente armas químicas abandonadas e, em várias ocasiões, os soldados ficaram feridos”, informa a reportagem.

No total, os soldados dos EUA encontraram cerca de 5.000 armas químicas, entre projéteis e bombas para serem usadas em aviões, relatam os depoimentos de doze pessoas e documentos do governo obtidos pelo jornal. “Os EUA tinham ido à guerra declarando que deveriam acabar com as armas de destruição em massa ativas. No entanto, os soldados americanos foram encontrando e sendo vítimas dos restos de programas abandonados há muito tempo, construídos com estreita colaboração do Ocidente”, afirma o jornal.

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“Os segredos do governo, afirmam as vítimas e participantes, impediu que os soldados recebessem informações médicas adequadas e o reconhecimento oficial por seus ferimentos”, indica o NYT. “Essas revelações são motivo de preocupação agora que o Estado Islâmico controla boa parte do território onde foram encontradas essas armas”, conclui a reportagem.

(Com agência EFE)