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EUA negam ter aprovado libertação de presos em Guantánamo

O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira que não havia tomado nenhuma decisão em relação à liberação de prisioneiros de sua base de Guantánamo (em Cuba) para fomentar as conversações de paz com os talibãs.

“No que diz respeito a Guantánamo, simplesmente digo que não foram tomadas decisões em relação a uma possível libertação de prisioneiros”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em resposta à pergunta de jornalistas sobre se Washington havia acordado essas liberações para promover as negociações.

Nuland assegurou que Washington está “preparado para apoiar” um escritório no exterior dos talibãs para impulsionar um processo de reconciliação no Afeganistão e que cumpra com os padrões internacionais.

A porta-voz diplomática afirmou que tanto os Estados Unidos como o Afeganistão buscam uma verdadeira reconciliação que se beseie na renúncia dos talibãs à violência e a colaborar com a rede radical Al-Qaeda e no respeito à constituição afegã, principalmente no que se refere aos direitos humanos.

Nesta quarta-feira, o governo afegão aprovou as conversas entre os insurgentes talibãs e o governo americano, assim como a abertura de uma sede dos islamitas no Qatar.

Essa jogada é vista como uma prévia das conversas para colocar fim à guerra entre os talibãs e o governo do presidente Hamid Karzai, apoiado pelos Estados Unidos.

Representantes da linha dura dos talibãs anunciaram na terça-feira que tinham chegado a “um acordo inicial com atores relevantes, incluindo Qatar”, para abrir sua primeira representação oficial fora do Afeganistão.