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EUA condenam Síria por escalada da violência

Por - 27 dez 2011, 18h46

Os Estados Unidos acusaram a Síria nesta terça-feira de ter intensificado a repressão antes da chegada de observadores árabes com o objetivo de monitorar um acordo para acabar com nove meses de violência.

“É uma situação horrível na qual a violência aumentou no curso de vários dias. Obviamente condenamos esta escalada da violência”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, a jornalistas.

“O regime aproveitou os últimos dias para aumentar seus ataques contra várias cidades, bairros e lares (…) antes da mobilização desses observadores”, completou.

“Essas ações não estão de acordo com os termos da iniciativa da Liga Árabe com a qual o regime sírio concordou em 2 de novembro ou com o protocolo sobre os observadores que o regime aceitou em 19 de dezembro”, afirmou Toner.

A missão de observadores é parte de um plano da Liga Árabe aceito pela Síria em 2 de novembro que pede a retirada das forças de segurança das cidades e dos distritos residenciais, além do fim da violência e da libertação dos presos.

Desde o acordo, o regime de Bashar al Assad foi acusado de intensificar a repressão, que não mostrou sinais de amainar desde que o governo começou a reprimir os protestos em março e que segundo a ONU provocou mais de 5.000 mortos.

Toner expressou sua esperança de que os monitores possam fazer seu trabalho.

“Obviamente, esperamos que essas pessoas sejam audazes na busca pela verdade sobre o que está acontecendo”, afirmou.

O porta-voz também anunciou que os Estados Unidos “pedirão às autoridades sírias que dêem acesso pleno à missão”.

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