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Espanhóis vão às ruas para protestar contra reforma trabalhista

Por Da Redação 19 fev 2012, 09h12

Madri, 19 fev (EFE).- Convocados pelos dois principais sindicatos da Espanha – a CCOO e a UGT -, cidadãos de todo o país começaram a sair hoje às ruas para protestar contra a reforma trabalhista aprovada pelo governo e que, entre outros pontos polêmicos, barateia e facilita as demissões.

Em Madri, onde se espera uma participação popular maciça, os secretários gerais de ambos os sindicatos, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez, disseram antes do início das mobilizações que as manifestações não visam um confronto, mas corrigir o conteúdo da reforma.

As mobilizações de hoje, convocadas em 57 cidades espanholas, estão respaldadas, além dos sindicatos, pelos partidos Socialista Operário Espanhol (PSOE), o principal da oposição e que estava no governo até o fim de 2011, e Esquerda Unida (IU).

A porta-voz parlamentar socialista, Soraya Rodríguez, explicou antes da manifestação que seu partido apoia as manifestações ‘porque está ao lado dos cidadãos e contra a reforma laboral’, que segundo ela foi feita pensando apenas nos empresários.

A vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, afirmou hoje que o Executivo respeita os protestos, mas defendeu o início das reformas para ‘criar empregos e fazer com que haja crescimento econômico’. EFE

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