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Escoteiros dos EUA passam a aceitar garotos trans

Associação agora vai considerar o gênero colocado pelos pais do escoteiro na ficha de cadastro

Por Da redação - 31 jan 2017, 01h22

Em uma mudança de postura, a Associação de Escoteiros dos EUA (BSA, na sigla em inglês) passou a aceitar a partir desta segunda-feira a participação de garotos transgênero em programas “só para meninos”. A organização, símbolo dos valores tradicionais americanos, já havia admitido a entrada de escoteiros gays em 2013. Dois anos depois, a medida foi estendida para adultos abertamente homossexuais que atuam como líderes de escotismo.

Em um vídeo, o executivo-chefe da BSA, Michael Surbaugh, explicou que a associação agora vai considerar o gênero colocado pelos pais do escoteiro na ficha de cadastro, e não mais a certidão de nascimento. “Nós percebemos que usar a certidão de nascimento como referencial não é mais suficiente. Comunidades e leis estaduais agora interpretam a identidade de gênero de forma diferente de como a sociedade fez no passado”, afirmou. Surbaugh ressaltou que a nova regra vale “especialmente” para programas para apenas um sexo, como aqueles que só admitem meninos.

A mudança acontece menos de dois meses depois que um garoto trans de 8 anos, Joe Maldonado, foi expulso de seu grupo de escoteiros em Nova Jérsei quando outros pais descobriram que ele havia nascido menina.

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