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Chile: equipes encontram partes de corpos e destroços onde avião caiu

Aeronave militar perdeu contato com radares na última segunda-feira, com 38 pessoas a bordo

Por Da Redação - Atualizado em 12 dez 2019, 02h12 - Publicado em 11 dez 2019, 23h35

Autoridades chilenas encontraram pedaços de corpos e destroços do avião militar Hércules C-130, que desapareceu na última segunda-feira. No início da noite, a Força Aérea do Chile (FACh) informou que parte da fuselagem da aeronave foi localizada flutuando no mar. Um pouco depois, o intendente da região chilena de Magalhães, José Fernández, comunicou que foram encontradas “partes de pessoas”. Haviam 38 pessoas a bordo – 35 militares e três civis – que viajava rumo à Antártida.

“É lamentável a informação que recebemos hoje da Força Aérea de que encontraram restos humanos das pessoas que estavam a bordo”, disse Fernández a jornalistas em Punta Arenas.

Anteriormente, um comunicado da Força Aérea informou que “enquanto eram realizados trabalhos de busca da aeronave desaparecida, foram encontrados destroços flutuando a 30 quilômetros ao sul da última posição de contato do C-130”.

Os destroços foram encontrados por um navio pesqueiro de bandeira chilena e “podem fazer parte dos tanques internos de combustível” da aeronave militar, acrescenta o texto.

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Já de acordo com o Ministério da Defesa do Brasil, o Navio Polar Almirante Maximiano, que colcabora com as buscas, encontrou “destroços compatíveis” com a aeronave desaparecida no lugar em que sumiu dos radares.

Também em nota, a pasta informou que “partes do avião e os objetos estavam a cerca de 200 milhas náuticas (518 quilômetros) de Ushuaia” (Argentina).

O Almirante Maximiano é o navio que o Brasil utiliza em seus projetos científicos na Antártida e era um dos mais próximos do lugar em que o avião chileno estava quando perdeu contato.

O Hércules C130 decolou na segunda-feira às 16h55 (locais e de Brasília) da base militar de Chabunco, na cidade de Punta Arenas, no sul do Chile, e perdeu contato quando estava a cerca de 500 quilômetros para pousar na base Presidente Eduardo Frei Montalva, uma das mais importantes do continente gelado.

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O avião transportava um grupo que iria fazer trabalhos de manutenção na base, incluindo tratamento anticorrosivo de suas instalações, além de verificar as condições do oleoduto flutuante que fornece combustível para a região.

O general-de-brigada da Força Aérea chilena, Eduardo Mosqueira, afirmou em entrevista coletiva que os materiais encontrados devem ser levados para Punta Arenas, a mais de três mil quilômetros de distância, para que sejam iniciados os trabalhos de perícia, o que não deve acontecer antes de quinta-feira.

(Com EFE)

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