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Equador pede garantia para tratar Assange em hospital

Diplomata diz que australiano está "muito magro" e que sua saúde "preocupa"

Por Da Redação - 24 out 2012, 14h31

O governo do Equador solicitou garantias às autoridades britânicas de que o fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, não será detido caso precise ser transferido da sede diplomática do país em Londres, para o hospital. “Assange está emagrecendo visivelmente e estamos muito preocupados com sua saúde”, disse o vice-ministro de Relações Exteriores, Marco Albuja Martinez.

Entenda o caso

  1. • Julian Assange é acusado de agressão sexual por duas mulheres da Suécia, mas nega os crimes, diz que as relações foram consensuais e que é vítima de perseguição.
  2. • Ele foi detido em 7 de dezembro de 2010, pouco depois que o site Wikileaks, do qual é o proprietário, divulgou milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana que revelam métodos e práticas questionáveis de muitos governos – causando constrangimentos aos EUA.
  3. • O australiano estava em prisão domiciliar na Grã-Bretanha, até que em maio de 2012 a Justiça determinou sua extradição à Suécia; desde então, ele busca meios jurídicos para ter o caso reavaliado, com medo de que Estocolmo o envie aos EUA.

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Segundo o vice-ministro, Quito pediu ao governo britânico um documento que caracterizasse Assange como refugiado, garantindo sua saída da embaixada para que possa receber tratamento em um hospital. “Se ele ficar doente, teremos que escolher entre duas alternativas: tratar Assange na embaixada ou hospitalizá-lo. É uma situação muito séria, que pode afetar os direitos humanos de Assange”.

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A chancelaria britânica declarou não ter informações sobre o estado de saúde do australiano. “O Equador não nos disse que o senhor Assange está doente. De qualquer jeito, se eles o fizessem, nós poderíamos considerar a questão”, afirmou um porta-voz do ministério.

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Histórico – Acusado de cometer crimes sexuais na Suécia, Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de julho. O Equador garantiu o asilo, mas o australiano não tem salvo-conduto para deixar a embaixada e circular pelas ruas de Londres até o aeroporto, o que pode prolongar indefinidamente sua estada na embaixada. O governo britânico diz que ele será preso assim que colocar os pés fora da embaixada – que é mantida sob vigilância constante.

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(Com Agência France-Presse e Reuters)

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