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Embaixador líbio na UE se retira e deixa regime de Kadafi

É um protesto contra a violenta repressão dos insurgentes contrários ao regime

O embaixador da Líbia junto à União Europeia e aos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), Hadeiba Alhadi, anunciou esta quinta-feira que deixará o cargo com todos os seus colaboradores. Trata-se de um protesto contra a violenta repressão dos insurgentes contrários ao regime de Muamar Kadafi pelas tropas do governo.

“Depois de mais de quatro meses de derramamento de sangue do nosso povo, meus colegas e eu mesmo, no âmbito do escritório popular da Líbia em Bruxelas, anunciamos a nossa decisão de não representar mais o regime de Trípoli”, informou Alhadi em comunicado enviado à agência France-Presse.

O embaixador disse que ele e seus colegas ficarão “a serviço do povo líbio em sua luta pela democracia, o estado de direito e as instituições, bem como pela salvaguarda do país”. Segundo organizações de direitos humanos, pelo menos 6.000 pessoas morreram desde o início da crise no país.

Histórico – Estes não são os primeiros membros do governo a abandonar Kadafi por causa da violência. O ministro de Petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, deixou o regime, em 17 de maio, informaram os rebeldes líbios. A deserção teria ocorrido meses depois que o ministro das Relações Exteriores, Mussa Kussa, e o embaixador da Líbia na Organização das Nações Unidas (ONU), Ali Abdussalm Trek, também abandonaram os seus cargos.

(Com Agência France-Presse)