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Em votação nacional, Suíça aprova casamento para pessoas do mesmo sexo

País se torna o 30º no mundo e o 17º na Europa a adotar a medida

Por Da Redação 27 set 2021, 18h13

A Suíça aprovou em referendo feito neste domingo, 26, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, se tornando o 30º país no mundo e o 17º na Europa a adotar a medida. 

A decisão para alterar o código civil do país ganhou com 64% dos votos, de acordo com os resultados fornecidos pela chancelaria federal suíça. Ao todo, 52% da população votaram no referendo, que perguntava “Você quer aceitar a mudança de 18 de dezembro de 2020 do Código Civil Suíço (casamento para todos)?”. 

A nova lei, que teve o apoio do governo suíço e de todos os grandes partidos políticos, com exceção do conservador Partido Popular, foi aprovada pelo Parlamento em dezembro. No entanto, foi desafiada por grupos contrários, que então reuniram assinaturas o suficiente para forçar um referendo.

Durante os últimos 20 anos, a maior parte dos países da Europa Ocidental reconheceu casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na Suíça, no entanto, muitas grandes decisões precisam ser votadas nacionalmente, por conta do sistema democrático, o que pode tornar mais lentas grandes mudanças legislativas.

Até o referendo deste domingo, casais do mesmo sexo poderiam ter apenas “parceria registrada” no país, o que não garante os mesmos direitos que casamento para naturalização, imigração e adoção de crianças.

Segundo a ministra da Justiça, Karin Keller-Sutter, os primeiros casamentos entre pessoas do mesmo sexo devem acontecer a partir de julho do ano que vem.

“Quem amar alguém e quiser se casar será capaz de fazer isso, independentemente de serem dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher”, disse. “O Estado não tem que dizer aos cidadãos como devem levar suas vidas”.

Jan Muller, membro do comitê de campanha pelo “sim”, disse ser “um dia histórico para a Suíça, um dia histórico no que diz respeito à igualdade para casais do mesmo sexo, e também um dia importante para toda a comunidade LGBT”.

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