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Em visita a Caracas, Steven Seagal presenteia Maduro com espada samurai

Ator viajou como enviado especial da Chancelaria russa e, em retorno, recebeu um violão

Por Da Redação Atualizado em 5 Maio 2021, 12h35 - Publicado em 5 Maio 2021, 12h30

Astro de filmes de ação de Hollywood, o ator e produtor Steven Seagal é conhecido por ter intimidade com líderes como o russo Vladimir Putin, de quem recebeu pessoalmente sua cidadania russa em 2016, e o filipino, Rodrigo Duterte. Nesta terça-feira, 4, expandiu seu leque para incluir o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem se encontrou na qualidade de representante especial de Moscou.

Em encontro transmitido pela TV estatal, os dois trocaram presentes no palácio presidencial Miraflores, em Caracas. O ator, que é sétimo dan na arte marcial japonesa aikido, entregou uma espada samurai a Maduro, que a empunhou e brincou de fazer poses e executar alguns movimentos.

Seagal aprovou a performance com movimentos de cabeça, mas pareceu alertar o líder quando seus dedos estavam muito perto da espada.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e Steven Seagal durante encontro em Caracas. 04/05/2021
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e Steven Seagal durante encontro em Caracas. 04/05/2021 Presidência da Venezuela/AFP

“Meu agradecimento ao nosso irmão e amigo Steven Seagal, que nos surpreendeu com um bonito presente, uma espada samurai, símbolo de liderança”, disse Maduro à  emissora VTV Canal 8. Além de uma grande estrela do cinema, ele “é um dedicado lutador pela paz dos povos”, acrescentou o mandatário.

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Por sua vez, o presidente venezuelano presenteou o ator com um violão, com a qual o enviado especial demonstrou suas habilidades musicais.

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Longe do auge de sua fama em Hollywood, Steven Seagal tornou-se uma figura controversa nos últimos anos após ser acusado de abusos sexuais, por manifestar apoio à anexação da Crimeia pela Rússia, além de participar de grupos de voluntários armados que protegem a fronteira dos EUA com o México da imigração ilegal.

Descendente de imigrantes judeus russos por parte dos avós paternos, ele foi nomeado por Moscou como enviado especial para os Estados Unidos, um cargo simbólico para ajudar a facilitar relações entre Washington e a Rússia a partir de intercâmbios culturais e artísticos.

A visita à Venezuela acontece em meio a uma grave crise econômica e política no país, alvo de diversas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que citam eleições fraudulentas.

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