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Em resposta a Biden, ministro russo cita guerras dos EUA em Iraque e Síria

Relembrando invasões americanas recentes, chanceler russo afirmou que Washington quer manter sua hegemonia sobre 'um mundo unipolar'

Por Da Redação 4 abr 2022, 15h56

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ressaltou nesta segunda-feira, 4, a presença dos Estados Unidos nas guerras do Iraque, da Líbia e da Síria, após o presidente americano, Joe Biden, defender o julgamento do presidente russo, Vladimir Putin, por supostos crimes de guerra cometidos na Ucrânia.

“Isso mostra que muitos políticos americanos que estavam nas origens da guerra no Iraque por razões bem conhecidas, que desintegraram a Líbia com seus parceiros da Otan, que invadiram a Síria, esses políticos não estão totalmente em sã consciência”, disse Lavrov durante uma entrevista coletiva.

Lavrov recordou que na ocasião anterior em que Biden chamou Putin de “criminoso de guerra”, seus assessores da Casa Branca tiveram que relativizar suas declarações mais tarde.

“Estamos interessados ​​mais do que tudo em como o povo russo vê essa situação e qualquer outra. Como eles entendem as missões que nossas Forças Armadas realizam. E ele (o povo russo) entende essas missões”, declarou o ministro, referindo-se ao fato que, de acordo com pesquisas feitas por institutos russos, a maioria das mulheres russas apoia a “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia.

Lavrov afirmou também que os EUA querem por todos os meios manter sua hegemonia sobre “um mundo unipolar” em que “tudo é permitido” e os demais não têm o direito de garantir sua “própria segurança”. 

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O ministro russo justificou a intervenção na Ucrânia pela necessidade de “regular, até mesmo com métodos bastante duros”, uma situação criada pela relutância do Ocidente em conversar com a Rússia sobre garantias de segurança.

“Essa arrogância, que se espalha em todos os níveis, não trará nada de bom”, declarou, embora tenha enfatizado que Moscou está disposta a ter um diálogo “honesto” com o Ocidente.

Mais cedo nesta segunda-feira, Biden afirmou que Putin deveria ser julgado por crimes de guerra devido ao suposto massacre que teria sido cometido por tropas russas na cidade ucraniana de Bucha, perto de Kiev. Sem usar a palavra “genocídio”, o democrata pediu para que todos os detalhes sejam reunidos de forma a ser possível acusar formalmente o presidente russo.

“Temos que obter todos os detalhes para que haja um julgamento por crimes de guerra. Esse sujeito é brutal e o que está acontecendo em Bucha é ultrajante”, acrescentou o presidente americano, que ressaltou que Putin “deveria prestar contas” pelo que aconteceu.

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As autoridades ucranianas estimam em 340 o número de corpos já enterrados em Bucha, cidade que soldados russos abandonaram em 30 de março após cometerem execuções sumárias, segundo a Human Rights Watch. As imagens divulgadas incluem centenas de cadáveres nas ruas, alguns com as mãos amarradas nas costas, em execuções confirmadas por alguns moradores e testemunhas oculares.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, disse, em entrevista à Reuters, que as forças russas estupraram, mataram e atiraram contra civis. Ele defendeu que “novos Julgamentos de Nuremberg” sejam realizados – em referência aos tribunais que condenaram crimes nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Por sua parte, o Kremlin “rejeitou categoricamente todas as acusações” e exigiu que os líderes ocidentais não se apressassem em fazer “acusações gratuitas”, enquanto Lavrov descreveu as alegações como “notícias falsas” e “montagem”.

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