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Em Paris, conservadores e extrema-esquerda se unem contra ‘obscurantismo’

Homenagem a professor decapitado por ter exibido caricaturas de Maomé leva milhares às ruas e reúne governistas e oposicionistas

Por Mariana Muniz - Atualizado em 18 out 2020, 15h35 - Publicado em 18 out 2020, 15h04

Uma grande manifestação em Paris neste domingo colocou lado a lado integrantes de diferentes espectros da política francesa — da extrema-esquerda à direita —  para homenagear o professor Samuel Paty, decapitado na última sexta-feira em frente à escola onde dava aulas, nos arredores da capital da França. 

Figuras como Jean-Luc Mélenchon, do movimento de extrema-esquerda “França Insubmissa”, e Stanislas Guerini, presidente do partido conservador “Em marcha!”, o mesmo do presidente Emmanuel Macron, estiveram juntos no ato que reuniu milhares de pessoas na icônica Praça da República.

“Quaisquer que sejam nossas diferenças políticas, sindicais ou outras, é preciso manifestar união e mostrar que não temos medo dos inimigos da República. A união é a chave para triunfarmos”, disse à imprensa francesa Jean-Michel Blanquer, ministro da Educação,também integrante do partido de Macron.

O evento ainda contou com a participação da socialista Anne Hidalgo, prefeita de Paris, e de Julien Bayou, representante dos ecologistas do partido “Europa Ecologia – Os Verdes”. Manifestações “contra o obscurantismo e o autoritarismo” foram realizadas em outras cidades ao redor da França.

O professor Paty foi assassinado após ter mostrado a seus alunos caricaturas do profeta Maomé. Na próxima quarta-feira, o educador receberá uma homenagem oficial do governo francês — que classifica o episódio de “atentado terrorista islâmico”.

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