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Em meio a negociações, ataque das Farc mata menina de dois anos

Ataques contra civis e contra a infraestrutura do país faz presidente falar em interromper conversas com a narcoguerrilha, que se arrastam desde 2012

Por Da Redação - 1 ago 2014, 16h27

Um ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) provocou a morte de uma menina de dois anos e deixou feridos seus pais e seus dois irmãos, um de quatro e outro de 16 anos, em uma aldeia no município de Miranda, no sudoeste da Colômbia. Segundo as autoridades, os terroristas lançaram cilindros metálicos com explosivos contra militares que patrulhavam a região, mas a casa da família, erguida com plástico e pedaços de madeira, foi atingida, informou o jornal espanhol El País.

A população reagiu com indignação a mais uma morte de civil provocada pelas Farc, que participa de negociações de paz com o governo. O presidente Juan Manuel Santos defende o diálogo iniciado em novembro de 2012 como forma de acabar com cinco décadas de conflito. Mas os colombianos desconfiam do plano de Santos, e sentem que o mandatário está sendo manipulado pelas Farc, que nem precisaram renunciar à violência para ser aceitos na mesa de negociação.

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Durante esta semana, o presidente precisou se deslocar com urgência para a cidade costeira de Buenaventura, onde um atentado das Farc contra torres de energia deixaram 300.000 pessoas sem luz elétrica. Ataques contra a infraestrutura petrolífera do país também se intensificaram nos últimos dias. Na quarta-feira, Santos fez um pronunciamento no qual chegou a falar em acabar com as conversas se os atentados continuarem. “Estão brincando com fogo e este processo pode terminar”, advertiu. “Os colombianos esperam que as Farc estejam à altura do momento histórico do país”.

Na quinta-feira, as autoridades colombianas encontraram 100 quilos de explosivos na zona rural de Campoalegre, ao sul do país. Os investigadores acreditam que os terroristas usariam os artefatos contra as instalações militares e da polícia no Estado de Huila. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, chefes das Farc desafiaram o governo dizendo que também deixariam as conversas se as forças militares continuassem bombardeando seus acampamentos. Há uma semana, uma operação do Exército terminou com a morte de treze integrantes do grupo.

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