Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Em eleição histórica, Argentina elege um conservador e encerra 12 anos de domínio dos Kirchner

Com 66,4% dos votos apurados, oposição tem 53,4%. É a primeira vez em 100 anos que argentinos elegem um presidente que não é do partido peronista nem do radical

A Argentina fez uma eleição histórica neste domingo. O oposicionista Mauricio Macri venceu a disputa e será o próximo presidente da Argentina, com posse marcada para o dia 10 de dezembro. Apesar de histórico, o resultado não é uma surpresa. O conservador Macri, da aliança Cambiemos, encerrou a campanha como favorito contra o esquerdista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, apoiada pela presidente Cristina Kirchner.

Com o triunfo de Macri, é a primeira vez em 100 anos que os eleitores argentinos escolhem um candidato que não pertence nem ao peronismo nem ao radicalismo socialdemocrata. Sua vitória encerra doze anos de hegemonia política do casal Kirchner, primeiro com Néstor, eleito em 2003, e agora com Cristina, eleita pela primeira vez em 2007.

Leia mais:

Mauricio Macri, do Boca à Casa Rosada

Além disso, é a primeira vez na história que a Argentina, em seus 32 anos consecutivos de democracia, elege um presidente em segundo turno. E deu virada. No primeiro turno, o governista Scioli venceu a disputa com 37% dos votos, três pontos a mais do que Macri. Agora, Macri teve mais sucesso em atrair os votos dos demais derrotados no primeiro turno e virou o jogo a seu favor.

Apesar do tom ácido dos últimos dias de campanha, Scioli admitiu a derrota e foi gentil com o vitorioso, dizendo que seu triunfo era justo. Só depois do telefonema do derrotado, Macri e seus assessores sentiram-se autorizados a comemorar a vitória.

(Da redação)