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Em discurso na cúpula do G8, Obama aposta em ajuste e crescimento

Camp David (EUA), 19 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que os líderes do G8 desejam que tanto o crescimento e a estabilidade financeira como a consolidação fiscal façam parte de um plano integral que deve ser aplicado por todos.

‘Estamos absolutamente comprometidos em garantir que tanto o crescimento e a estabilidade como a consolidação fiscal façam parte de um pacote global que todos nós devemos impulsionar’, declarou Obama na abertura do segundo dia da cúpula do G8 na residência presidencial nas montanhas Catoctin.

Sentado junto aos chefes de Estado e de governo de Canadá, Japão, Rússia, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, Obama indicou que a crise econômica europeia centrará os debates deste sábado na cúpula, após o jantar desta sexta-feira que teve como assuntos principais a crise na Síria, o desafio nuclear iraniano, as provocações da Coreia do Norte e a agenda de reformas de Mianmar.

As breves palavras de Obama sobre a crise da zona do euro serão confirmadas em uma declaração conjunta dos líderes, documento que ressaltará que as posturas sobre a estratégia a seguir para reativar as dificuldades da economia europeia e mundial já não são tão divergentes entre os líderes europeus e não europeus.

No plano econômico, o G8 abordará ainda o problema dos preços do petróleo, ocasião em que Obama poderia pedir a seus colegas que recorram às reservas estratégicas no meio deste ano, quando entrará em vigor o embargo sobre as importações de petróleo iraniano.

Os líderes do bloco abordarão também os últimos eventos no Oriente Médio e no Norte da África, e Obama pedirá a seus colegas que mantenham o esforço econômico para apoiar o Afeganistão mesmo após a retirada das tropas internacionais da Otan em 2014.

Sobre o Irã, Obama ressaltou que o G8 tem uma ‘postura unida’ e disse que Teerã continua sendo ‘incapaz de convencer a comunidade internacional’ de que seu programa nuclear possui apenas fins pacíficos.

‘Todos estamos de acordo que o Irã tem direito a desenvolver um programa de nuclear pacífico, mas continua violando as regras internacionais e foi incapaz de convencer a comunidade internacional que não está buscando a criação de armas nucleares’, ressaltou o presidente americano. EFE