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Em discurso, Maduro demonstra confiança na vitória

Candidato chavista afirmou que "quanto maior a margem, mais pacífico será o país" e prometeu que não contestará o resultado das urnas caso seja derrotado

Candidato chavista nas eleições presidenciais da Venezuela, Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, chegou ao colégio eleitoral Liceo Miguel Antonio Caro de Catia por volta das 16h, acompanhado pelas filhas e netos do ex-presidente Hugo Chávez. Depois de votar, ele concedeu uma entrevista na qual afirmou que respeitará o resultado das urnas, que deve ser divulgado a partir das 22h (horário de Brasília). “Nem se eu perder por um voto, não vou contestar”, disse.

Maduro disse estar muito confiante na sua vitória: “Estamos trabalhando para ter uma vitória gigante. Quanto maior a margem, mais pacífico será o país”, disse Maduro. “Se a diferença for pequena, será somente porque eles (a oposição) conseguiram confundir um grupo de venezuelanos.”

O candidato chavista disse ainda que seu governo promoverá “uma grande mobilização pela paz e a vida e reforçar a segurança do país”. Em termos econômicos, Maduro disse que o governo venezuelano seguirá aberto ao diálogo tanto com a oposição quanto com outros países. Ele afirmou que seu governo se esforçará para atrair investimentos e que três empresas multinacionais já decidiram investir em terras venezuelanas. “Na próxima semana virão a Venezuela representantes de três grandes empresas de grande escala que já manifestaram interesse em investir no país”, disse.

Sobre a relação com os Estados Unidos, o candidato chavista disse que há dificuldades entre os dois países porque os EUA “estão sempre conspirando” e que apresentará nesta segunda-feira “novas provas da intervenção direta de funcionários da embaixada americana em situações internas da Venezuela”. “Enquanto estiver aqui como presidente e a revolução no governo da Venezuela não aceitaremos que humilhem a dignidade deste país”, declarou.

Maduro indicou que irá esperar a apuração dos votos no “Quartel da Montanha”, o museu onde estão os restos mortais de Chávez. “Serei o presidente da República pelos próximos seis anos em nome de meu comandante Hugo Chávez.”

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Já o candidato Henrique Capriles, que representa a Mesa de Unidade Democrática, coligação que reúne a maioria dos partidos opositores, votou mais cedo, por volta das15h (de Brasília) no colégio eleitoral Santo Tomás de Villanueva e reforçou seu pedido para que os venezuelanos iniciassem uma “avalanche” de votos em prol da democracia do país.

“Pedi a nosso povo que o voto fosse em partes e assim tem sido. Agora espero uma avalanche, todos a votar”, afirmou Capriles. Ele disse ainda que os venezuelanos estão cansados das políticas divisionistas dos chavistas e que o apoio que vem obtendo cresceu a ponto de lhe garantir uma surpreendente vitória nas urnas.

O candidato também pediu para as pessoas denunciarem qualquer “atropelo” que se detecte e assegurou que “os abusos” serão derrotados com votos, em alusão as supostas irregularidades cometidas pelos oficialistas, como boca de urna.

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Presença – Indagado sobre a menor presença de eleitores nas urnas este ano em relação à votação passada, de outubro, Maduro disse que cerca de 11,5 milhões de venezuelanos votaram até as 16h (horário de Brasília). A Venezuela tem 19 milhões de eleitores. Mais cedo (às 14h no Brasil), o chefe da campanha de Maduro, Jorge Rodríguez, havia ressaltado que cerca de 8 milhões de venezuelanos (42% do total de eleitores do país) já teriam votado, e a expectativa é de que o número de votos supere 80% sobre o total. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) até o momento não divulgou os números oficiais de comparecimento.

(Com agências EFE e France-Presse)