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Em dia de violência na Síria, 64 corpos são encontrados em Homs

Por Da Redação - 27 fev 2012, 17h01

Cairo, 27 fev (EFE).- Pelo menos 64 corpos foram encontrados nesta segunda-feira na cidade síria de Homs, no centro do país, enquanto outras 61 pessoas morreram em diferentes regiões, informaram os opositores Comitês de Coordenação Local.

Em comunicado, a rede de ativistas disse que as forças e os pistoleiros do regime cometeram um massacre em um posto de controle na região de Abel, em Homs, onde morreram 64 pessoas.

A fonte acrescentou que estas vítimas tentaram no domingo fugir dos bombardeios que há semanas caem sobre o bairro de Baba Amro.

Os moradores encontraram 47 destes corpos entre as áreas de Ghajar e Tanota, enquanto outros 17 foram localizados no norte de Sad Shandajiyeh.

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Posteriormente, o Crescente Vermelho transferiu todos os corpos encontrados até o hospital nacional de Homs, segundo os Comitês.

Além disso, pelo menos 25 pessoas morreram nesta segunda-feira neste reduto opositor sitiado e alvo militar do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, em uma nova ofensiva das forças sírias.

Outras 15 pessoas morreram em Idlib (nordeste), nove em Aleppo (norte), quatro em Hama (centro), quatro nos arredores de Damasco, e um cidadão, respectivamente, em Damasco, Hasaka (nordeste), Raqa (leste) e Dera (sul).

A rede opositora denunciou, além disso, que em Damasco as forças de segurança e os pistoleiros do regime se desdobraram e começaram uma campanha arbitrária de detenções.

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Os opositores cifram em mais de 8.500 os mortos desde março de 2011, quando começaram os protestos contra o regime de Assad, embora as autoridades acusem ‘grupos terroristas’ de estarem por trás da violência.

A ofensiva desta segunda-feira coincidiu com o anúncio dos resultados do referendo realizado no domingo sobre uma nova Constituição.

Segundo dados anunciados pelo Ministério do Interior sírio, 89,4% dos cidadãos que exerceram seu voto aprovaram a nova constituição, mas a participação não alcançou 60% do total do censo. EFE

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