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Em cerimônia, papa lava os pés de detento brasileiro

O pontífice lavou os pés de doze detentos e um bebê na principal prisão de Roma. Também nesta quinta, imprensa italiana revelou que Francisco terá de fazer regime

O papa Francisco lavou os pés de doze detentos e um bebê na principal prisão de Roma nesta Quinta-Feira Santa. Um dos detentos que participou da cerimônia é brasileiro. “Jesus era um escravo para nos servir, curar-nos, purificra-nos”, declarou o pontífice na capela de Rebibbia a 150 mulheres, incluindo quinze mães com seus filhos, e 150 homens.

Em seguida, o papa se ajoelhou diante de cada um dos doze presos, homens e mulheres misturados, despejando água com um jarro em seus pés e secando-os com uma toalha antes de beijá-los.A tradição do lava-pés relembra anualmente o episódio bíblico em que Jesus lavou os pés dos apóstolos em sinal de humildade.

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Em uma homilia feita na capela da prisão, Francisco disse aos detentos que Jesus os amou até o ponto de dar sua vida por todos. “Ele fez isso para você, para você, para você e para mim”, pregou o pontífice, apontando para os presos. Duas nigerianas, uma congolesa, uma equatoriana e duas italianas foram escolhidas para o lava-pés. Entre os homens, além do brasileiro, também participaram quatro italianos e um nigeriano. O filho de dois anos de uma detenta africana também teve seus pés lavados pelo papa.

Regime – Também nesta quinta-feira surgiu uma notícia relacionada à saúde do pontífice. Os médicos do Vaticano estão preocupados com o recente aumento de peso de Francisco, que adora pizza e doces argentinos, engordou alguns quilos e deve iniciar um regime, segundo a imprensa italiana.

Os médicos do papa, que está com 78 anos de idade, recomendaram que ele coma menos massa — no máximo duas vezes na semana — e se exercite mais, para emagrecer um pouco e, assim, aliviar a dor ciática.

Aqueles que o conheciam antes de sua eleição em 2013, têm observado a mudança de peso, para mais, resultado da dieta calórica e da falta de exercícios. Com uma rotina lotada com viagens e eventos, alguns assistentes já haviam expressado a preocupação com a falta de períodos de descanso no dia a dia de Francisco.

Em uma entrevista recente, Francisco afirmou que sentia que seu papado seria breve: “quatro ou cinco anos, talvez até dois ou três”, disse. O papa também já admitiu que sente falta de sair do Vaticano para passear em Roma e comer uma pizza sem ser reconhecido.

(Da redação)