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EI cria ‘serviço de helpdesk’ para ajudar jihadistas a burlarem espionagem

Segundo relatorío do Centro de Combate ao Terrorismo da Academia Militar de West Point, os jihadistas também estão desenvolvendo programas e navegadores próprios

Por Da Redação 29 Maio 2015, 15h52

Os terroristas do Estado Islâmico (EI) utilizam muito bem as redes sociais e a internet para se organizar, recrutar outros jihadistas e para mostrar suas atrocidades para o mundo. Sabendo que são acompanhados de perto por agências de inteligência de diferentes governos, eles agora criaram um ‘serviço de helpdesk’ para auxiliar seus simpatizantes a burlarem o monitoramento e a espionagem eletrônica, reporta nesta sexta-feira o jornal britânico The Telegraph.

Segundo um relatório do Centro de Combate ao Terrorismo, uma instituição ligada à Academia Militar de West Point, uma das maiores dos EUA, o grupo que auxilia os jihadistas presta assistência técnica on-line e em tempo real a muitos colaboradores. Eles ensinam os simpatizantes e terroristas do EI a criarem hábitos para resguardar a privacidade de suas conversas. As dicas vão desde ações simples – como apagar o histórico de navegação e de mensagens após utilizar um computador ou um smartphone – até outras mais complexas, como o uso de redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês) para evitar rastreamento.

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O estudo constatou ainda que o EI trabalha para desenvolver o seu próprio software de VPN para evitar ser espionado. “Descobrimos conversas indicando que os jihadistas estão nos primeiros estágios de desenvolvimento de comunicações seguras e programas de navegação independentes”, aponta o relatório. “A eficácia destas ferramentas é suscetível de ser limitada na maioria dos casos, no entanto, provavelmente vai aumentar as preocupações das agências de inteligência, pois representa um pequeno primeiro passo no caminho para o desenvolvimento de armas cibernéticas potenciais”, alerta o documento.

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Antes mesmo do surgimento do EI, a Al Qaeda e outras organizações jihadistas já utilizavam fóruns de discussão on-line desde a década de 1990, usando as plataformas para a propaganda, a radicalização e o recrutamento. Desde a sua ascensão em todo o Iraque e a Síria, o EI levou a comunicação virtual para um novo patamar, utilizando com competência o Twitter, o Facebook e outras plataformas de mídia social para propagandear – e muitas vezes exagerar – suas conquistas no terreno.

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O braço midiático dos extremistas é uma parte essencial de sua estratégia militar, anunciando conquistas de territórios e assassinatos em massa em uma manobra projetada para incutir o medo nos corações de seus inimigos. “Nossa pesquisa está mostrando que a rede on-line do Estado Islâmico é completamente descentralizada e conta com ativistas sem filiação formal ao grupo, inclusive em países ocidentais”, disse ao Telegraph Nick Kaderbhai, pesquisador do Centro de Combate ao Terrorismo.

(Da redação)

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