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Duas grandes explosões sacodem Damasco neste sábado

Atentado contra alvos do governo mata 27 pessoas entre civis e policiais; regime acusa rebeldes

A capital da Síria, Damasco, foi sacudida neste sábado por duas grandes explosões em edifícios de segurança do governo. Segundo testemunhas e a imprensa oficial do país, o duplo atentado deixou 27 pessoas mortas e feriu outras 100, entre policias e civis. A agência oficial de notícias da ditadura síria, Sana, informou que dois carros-bomba foram usados nos ataques. O regime de Bashar Assad culpou os rebeldes do país pela ação terrorista.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Segundo a televisão síria Addounia, muitas das vítimas civis atendidas nos hospitais eram mulheres e crianças. Imagens mostravam corpos, destroços e grandes colunas de fumaça nos locais dos atentados. O primeiro dos ataques teve como alvo a sede da Inteligência aérea, situada no norte da capital síria. A segunda explosão foi ouvida por volta das 7h40 locais (2h40 de Brasília) em um edifício da Segurança Criminal, no oeste da cidade.

Damasco voltou a ser cenário de atentados, apesar de ter mantido relativa calma desde a eclosão da rebelião contra o presidente sírio, Bashar Assad, em março do ano passado.

Troca de acusações – Em dezembro passado, pelo menos 40 pessoas morreram na capital em dois ataques suicidas com carros-bomba que explodiram de maneira quase simultânea nas imediações de dois edifícios da Segurança Central, em um ataque que as autoridades atribuíram à organização terrorista Al Qaeda. A oposição síria, no entanto, acusou o regime de ter ‘responsabilidade direta’ nos atentatos.

(Com agência EFE)